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Missão e Carisma | Espiritualidade
Nossa História | Irmãs Franciscanas Dos Pobres


Inspiradas pelos valores evangélicos de São Francisco de Assis e pelo efetivo amor pelos necessitados da nossa fundadora, a Bem-Aventurada Francisca Schervier, nós, as Irmãs Franciscanas dos Pobres, abrigamos pessoas sem teto, cuidamos de crianças e famílias carentes, alimentamos os famintos, ministramos aos enfermos e defendemos a integridade da natureza. Atualmente servimos o povo de Deus, em ação e oração, no Brasil, nos Estados Unidos, na Itália e no Senegal.

Nossa tradição nos liga à sinceridade de alma com que São Francisco amou Jesus. Nascido em Assis, Itália, em 1181, filho de um negociante de tecidos, foi ousado e aventureiro na juventude. Mas certo dia, enquanto orava, foi convertido ao ouvir interiormente a voz de Jesus que lhe pedia: “Francisco, repara a minha Igreja, que como você vê está caindo em ruínas.” Em resposta a esse chamado, no ardor do seu amor pelos pobres, decidiu curar os doentes e construir a paz.

Em pouco tempo, Francisco exerceu uma irresistível atração sobre muitos seguidores, que hoje são centenas de milhares. O chamado de Cristo “Repara a minha Igreja!” continua ecoando entre o povo de Deus necessitado de cura, de paz e de esperança. Assim também nós, as Irmãs Franciscanas dos Pobres, seguimos os passos de São Francisco como religiosas cheias de esperança, destemidas na nossa presença de amor pelos necessitados.

A seguinte oração, atribuída a São Francisco, é uma das favoritas de nossas Irmãs:

Oração da Paz

Ó, Senhor, faz de mim um instrumento da tua paz:
onde houver ódio, que eu leve o amor,
onde houver ofensa, que eu leve o perdão,
onde houver discórdia, que eu leve a união,
onde houver dúvida, que eu leve a fé,
onde houver erro, que eu leve a verdade,
onde houver desespero, que eu leve a esperança,
onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
e onde houver treva, que eu leve a luz!
Ó, Mestre, faz com que eu procure menos
ser consolado, do que consolar,
ser compreendido, do que compreender,
e ser amado, do que amar!
Porque é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se renasce para a vida eterna. Amém.

A Congregação das Irmãs Franciscanas dos Pobres existe ainda hoje graças à singular figura de Francisca Schervier. Nascida em 1819, em Aachen, na Alemanha, desde a juventude sentia profunda atração pela vida e obra de São Francisco de Assis. Filha de um fabricante de agulhas de costura na época da revolução industrial, Francisca costumava distribuir roupa e comida aos operários de seu pai, ciente das condições de pobreza e opressão em que eles viviam e trabalhavam. Ainda adolescente, essa experiência acabou decidindo o seu futuro. Era já muito afeita à oração e ansiava por ajudar os pobres e doentes da vizinhança, uma ousadia para a época em que as jovens de família não podiam sair de casa desacompanhadas. Certo dia, ajoelhada em oração diante do Crucifixo, como ela escreveu, anos depois: “Senti arder em mim a chama de um santo amor ao próximo.” E foi aí que começou a nossa história . . .

Em junho de 1844, Francisca entrou para a Ordem Terceira de S. Francisco, fundada pelo próprio santo para reunir seus seguidores leigos. Ela já voluntariava emsua paróquia, servindo sopa aos pobres, mas foi no Domingo de Pentecostes, 11 de maio de 1845 que, em resposta ao chamado divino de salvar almas e curar as feridas de Jesus no próximo, ela fundou, com quatro amigas, a Congregação das Irmãs Franciscanas dos Pobres, dando início à nossa missão.

À medida em que desempenhavam seus ministérios, Francisca e suas Irmãs foram se conscientizando cada vez mais radicalmente da mão de Deus que as levava a serem instrumentos de cura e de paz para toda gente. Ou como Francisca escreveu em sua auto-biografia:

“Nos pobres e sofredores reconheci meu Divino Salvador tão claramente como se O houvesse visto com meus próprios olhos!” Assim, o carisma da Bem-Aventurada Francisca de reconhecer Cristo nos pobres e sofredores para neles curar as Suas feridas continua sendo o lema e a missão das Irmãs Franciscanas dos Pobres . . .