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Nestes tempos de guerra e de tantos esforços em prol da paz, nós, a Congregação das Irmãs Franciscanas dos Pobres, decidimos assumir publicamente a nossa posição entre aqueles que se empenham por essa causa. Orientadas pela nossa vocação de construir a paz, como São Francisco, e pelo nosso carisma congregacional de curar as chagas de Cristo na humanidade pobre e sofredora, nos comprometemos em assumir essa promessa assinando a nossa Declaração Corporativa pela Paz, neste domingo, 11 de agosto de 2002, Festa Comemorativa de Santa Clara de Assis.

Muitos dos Afiliados. Colaboradores e amigos da Congregação S.F.P. no Brasil, na Itália, no Senegal e nos Estados Unidos uniram-se a nós nesta ação moral. Se alguém mais concordar conosco e também quiser assiná-la, queira por favor entrar em contato conosco, por e-mail, no endereço::

BRAZIL ITALY
cfp@prionet.com.br tilon@libero.it
SENEGAL U.S.A.
sfp-kg@syfed.refer.sn Bernadette0929@aol.com

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PREMISSA:
No coração do nosso carisma como Irmãs Franciscanas dos Pobres (IFP) vibra um amor ardente pela humanidade pobre e sofredora. Os valores da justiça, paz e salvaguarda da criação, imbuídos do nosso carisma, nos impelem à vivência plena do ideal que herdamos de São Francisco de Assis.

"A paz que anunciais com a boca, mais deveis tê-la em vossos corações. Ninguém seja por vós provocado à ira ou ao escândalo, mas todos, por vossa mansidão, sejam levados à paz, à benignidade e à concórdia. Pois é para isto que fomos chamados: para curar os feridos, reanimar os abatidos e trazer de volta os que estão no erro."
                              (Extraído da parte final do Capítulo 14 da "Legenda dos Três Companheiros" — FF)

               Estamos convencidas que não existe nenhuma guerra verdadeiramente justa e que nos nossos tempos é absolutamente necessário fazer calar as armas.

Na vigília da manhã, contemplamos o mundo do ponto de vista das vítimas e imploramos àqueles que têm o poder de parar a guerra (que continua sendo "o modo mais bárbaro e mais ineficaz de resolver conflitos" — João Paulo II), para que se possa tentar o diálogo e toda ameaça de terrorismo e violência venha a desaparecer.

Como São Francisco, de acordo com o Evangelho e os ensinamentos da Igreja, procuramos ser agentes eficazes na promoção da paz e da compreensão, opondo-nos ao preconceito, à guerra e às formas opressoras de nacionalismo.
                (Constituições IFP e Diretório, 47 e 47.1)

Como IFPs, somos chamadas a dar uma resposta de esperança à humanidade, prevenir e curar as chagas da humanidade pobre e sofredora e promover o perdão como o modo principal de vivermos pacificamente entre indivíduos, grupos e povos. Como cristãs, sentimos a responsabilidade de agir pela justiça social e pela paz, em colaboração com outros, especialmente com membros da Família Franciscana.

Diante de todos os habitantes da Terra nos empenhamos, como IFPs, a:

Respeitar cada pessoa, para que ela possa viver uma existência digna, consistente com sua identidade cultural e religiosa e, portanto, se realizar como ser humano.

Educar as pessoas ao respeito mútuo e a ter consideração com todos, para aumentar a paz e a solidariedade entre povos e nações.

Curar os pobres e os sofredores, dar voz aos últimos, realizando o nosso carisma de cura a serviço da justiça que procura o respeito pela dignidade humana.

Curar as lembranças dos erros e preconceitos do passado e do presente, sustentando um empenho comum de vencer o egoísmo, o ódio e a violência, na compreensão de que não pode haver paz se não houver justiça.

Dialogar entre nós e com os outros, com simplicidade e mansidão, nos concentrando naquilo que pode nos unir e reconhecendo que a diversidade do nosso próximo pode ser uma oportunidade para uma compreensão mútua mais profunda.

Unir-nos ao grito da humanidade pobre e sofredora que não cede à violência e ao mal, para dar ao nosso tempo uma verdadeira esperança na justiça e na paz.

Dialogar com os líderes das nações para sensibilizá-los ao bem comum e a promover a salvaguarda do nosso planeta.

Acreditar que pode haver um real diálogo entre as religiões. Nos empenhamos em apoiar esse diálogo através da nossa oração e modo de viver.

CONCLUSION
O verdadeiro amor existe na mútua estima e no profundo respeito, não se radica nas emoções. Essencialmente, para viver em amor recíproco, precisamos de três elementos que são os seguintes: devemos ser capazes de dar, de perdoar e de ceder." (Bem-Aventurada Francisca Schervier)

E amando-vos umas às outras com a caridade de Cristo, demonstrai por fora, por meio das boas obras, o amor que tendes por dentro. Por isso, se vivermos de acordo com essa forma, daremos aos outros um nobre exemplo e conquistaremos o prêmio da bem-aventurança eterna depois de um trabalho muito breve." (Santa Clara de Assis, "Testamento", parágrafos 59 e 23 – FF 2847 e 2830)

Queira o Senhor nos abençoar e conduzir nossos esforços à realização.

Irmãs Franciscanas dos Pobres - 133 Remsen Street - Brooklyn, N.Y. 11201 - U.S.A.
www.franciscansisters.org  -    e-mail: cfp@prionet.com.br

11 de agosto de 2002

Todos os direitos de assumir, reproduzir, e distribuir esta Declaração pela Paz são livres.

Pelo Comitê Congregacional de Justiça, Paz e Salvaguarda da Criação,

Irmã Maria Lúcia Barbosa de Oliveira, IFP
Irmã Tiziana Longhitano, IFP
Irmã Laura Cantello, IFP
Irmã Bernadette Sullivan, IFP
Irmã Maria Atorino, IFP
Irmã Marcia Dahlinghaus, SF

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