
A ELIMINAÇÃO DA POBREZA Desejar eliminar a pobreza significa desejar curar as chagas da humanidade em todas as suas relações ambientais, culturais, sociais, econômicas e religiosas.
Pax et bonum a todos vocês! O tema de justiça e paz deste mês, “A Eliminação da Pobreza”, é uma tarefa que se torna cada dia mais difícil, apesar de ser, ao mesmo tempo, uma responsabilidade de todos! Escrevendo este breve artigo, inspiro-me na atualidade do nosso carisma que é mais importante do que nunca.
Claramente, eliminar a pobreza significa atingir custe o que custar a meta fundamental do desenvolvimento sustentável em resposta não somente às necessidades dos nossos contemporâneos, mas também das futuras gerações. É uma luta que requer certos elementos básicos como uma mudança de comportamento tanto a nível pessoal quanto a nível coletivo. Desejar eliminar a pobreza significa desejar curar as chagas da humanidade em todas as suas relações ambientais, culturais, sociais, econômicas e religiosas. Permitir às crianças sonharem com uma vida livre das doenças e da fome, numa terra sem conflitos, não deveria ser somente uma utopia. Melhorar as condições de vida das populações carentes é uma prioridade absoluta e urgente para promover ações concretas mediante a realização de projetos vitais. Em tudo isso também os governos nacionais têm um papel preponderante pois o que precisamos é de uma justa distribuição dos bens que permita uma vida universalmente equilibrada. A eliminação da pobreza também nos compele a criar uma forte base de fé em Deus e de amor ao próximo como Jesus nos ensinou, porque Deus e o próximo são profundamente interconectados: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento .” (Mateus 22,37) e: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22,39). Na nossa missão de anunciar a fé no mais estrito respeito pelas leis e pela liberdade de consciência, queremos garantir os valores e as propostas ministeriais elaboradas para com o meio ambiente. Por exemplo, educar, cuidar das pessoas integralmente, inclusive da sua promoção humana; despertar a consciência de cada pessoa; e não meramente sentir que devemos nos preocupar pelas outras pessoas, mas sim acolher o estranho e oferecer-lhe o que justamente é seu direito. O amor a Deus não é algo que se realiza longe daqui, no céu. Ao contrário, é encarnado no cotidiano. “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (1 João 4, 20) Esse amor deve se tornar visível não somente através de ajuda material e compaixão pelos mais pobres, mas sim mediante um genuíno amor cheio de afeição, responsabilidade, atenção e escuta. Esse amor inclui riquezas e riscos, mas é a missão de Cristo que amou a humanidade ao ponto de por ela sacrificar a própria vida! Se demonstrarmos um amor assim uns pelos outros, todos reconheceremos que somos seus discípulos! Essa é a fé que nos permite sermos filhos de Deus e, portanto, irmãos uns dos outros.
“Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus. E todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado” (1 João 5, 1). É esse amor que nos permitirá eliminar a pobreza da face da terra e viver em harmonia nas nossas sociedades civís seguindo o exemplo das primeiras comunidades cristãs: “Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um” (Atos 2, 44-45). Somente desta maneira o nosso Criador tornará tudo autêntico tanto na terra quanto no céu, conforme ele mesmo designou: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1, 1) “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1, 26) “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1, 27).
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