Irmã Tiziana Merletti com Toby, o cão da Afiliada Leah Curtin.
Bênção de um Novo Início pelo o Monge Budista, Jamyang Lama com arroz e pétalas de rosa.
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Às 2:00 da tarde, os animais começaram a aparecer, tanto de perto quanto de longe, para serem abençoados pelo Frei Bonaventure Bai, OFM. Durante toda a semana, um esquilo arborícola, um corvo e um esquilo terrestre haviam estado visitando o Celeiro, observando os trabalhadores e, quem sabe, esperando alguma bênção. Chegaram a entrar dentro para inspecionar o que os homens estavam fazendo com a casa onde costumavam passar o inverno. Mas no dia da Bênção, como eram muitos os cães visitantes, os animais silvestres habituais preferiram, sabiamente, não comparecer às festividades. Irmã Arlene McGowan preparou uma bela oração à qual inseriu o poema – A Ponte do Arco-Íris – lembrando os bichinhos de estimação que morreram. Frei Bonaventure abençoou os animais presentes, um por um. Em seguida, oferecemos petiscos não somente a eles como também aos seus donos.
Às 4:00 da tarde voltamos a nos reunir, desta vez no interior do átrio do novo local, para participar da Cerimônia da Bênção do Celeiro Centenário realizada pelo Arcebispo Daniel Pilarczyk, o Rabino Kari Hofmaister e o Monge Budista Jamyang Lama, proporcionando uma considerável autoridade inter-religiosa à ocasião. Foi incrível a experiência da bênção que cada um desses três líderes religiosos ofereceu, representando três diferentes tradições de fé. A presença da nossa Ministra Congregacional, Irmã Tiziana Merletti, aumentou ainda mais a alegria e a relevância do acontecimento.
A oração católica com a aspersão de água benta e o incensamento nos eram familiares. Como nossas tradições cristãs são arraigadas na tradição judia, as orações cantadas em hebreu e em inglês soaram maravilhosamente aos nossos ouvidos. Mas a bênção budista foi a mais misteriosa para a maioria dos presentes. O Lama se envolveu num khata de tecido amarelo-açafrão, em contraste com sua simples túnica marrom e entoou um mantra budista, que ele entremeava periodicamente com o toque da sua campainha de bronze, quando lançava grãos de arroz e pétalas de rosa para o ar.
Querendo compreender o ritual que havíamos testemunhado, perguntamos ao Lama Jamyang qual era o seu significado e ele respondeu: “Tocar a campaninha como parte de uma bênção é um meio de clarear o ar parado para aumentar o fluxo de energia no espaço. A suavidade do som corrige os efeitos negativos do ruído do tráfego e de outras dissonâncias, reequilibrando o ambiente. Além disso, o tinir sanador da campainha liberta as obstruções de energia no nosso corpo, mente e espírito, propiciando uma sensação de cura e paz em nossa vida. Os grãos de arroz e as pétalas de rosa são os elementos tradicionais usados para abençoar o início de algo novo. O arroz é um sinal de fertilidade e prosperidade – a fertilidade das idéias e a esperança nos ministérios do Celeiro – enquanto as rosas simbolizam as grandes bênçãos espirituais.”
Tendo acontecido tão perto da Festa de São Francisco, a cerimônia inter-religiosa da bênção do Celeiro Centenário aprofundou ainda mais nossas raízes na tradição franciscana, além de marcar a inauguração de um novo ministério para construir comunidade e servir o próximo.
Jo-Ann Jackowski, SFP; Em gratidão pelas belas fotografias . . . Irmã Arlene McGowan |