Fazer uma Diferença

“ . . . A inspiração vem de dentro. Se quisermos mudar nossa comunidade e estivermos dispostos a fazer uma diferença, nós conseguiremos.”

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Logomarca do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, 21 de março de 2010

Enquanto Representante da Franciscans International no Sub-Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial, do Comitê pelos Direitos Humanos, uma organização-não-governamental junto às Nações Unidas, juntamente com outros três membros do mesmo, ajudei a organizar  um seminário de jovens e para jovens no intuito de se ajudarem a superar o racismo e outros tipos de discriminação.  O seminário teve lugar em dezembro, essa época tão especial do ano.

Do programa intitulado: “Vamos fazer uma diferença nos rededicando neste Tempo Sagrado do Ano” participaram como oradores Christian Branch, estudante do St. Joseph's College, de Brooklyn, NY; Therese Sakum, estagiária da Comunidade Baha'i Internacional junto à ONU; Sasha Simpson, estudante do segundo grau; graduada da organização "Agape-Satyagraha" e Maria Rhoades, Coordenadora da Educação para a Paz, do grupo Paz Sobre a Terra, e professora de Sasha.  Cada palestrante partilhou, como exemplo prático, a iniciativa que assumiu para fazer uma diferença.

Christian Branch falou sobre o efeito positivo do Clube Dramático criado no St. Joseph's College, com a montagem da peça “A História de Matthew Sheppard”, sobre o crime de ódio contra um estudante homossexual perpetrado por dois outros jovens em 1998.  A homossexualidade era um dos temas que costumava ser mencionado negativamente no St. Joseph's College, mas a peça ajudou os estudantes a discutirem o assunto abertamente e a terem uma compreensão mais respeitosa a respeito dela.

Sasha Simpson e sua professora, Maria Rhoades, falaram dos ensinamentos de Gandhi quanto à ação não-violenta e sobre como Sasha havia sido afetada por eles.  Como vive num bairro onde as crianças correm risco de vida quando saem de casa, ela procura reuni-los em ambientes seguros.  Está sempre procurando pelo bairro casas bem protegidas onde acolhê-los.  Nesses lugares, ela procura ensiná-los a responder de maneira não violenta às situações de conflito.

Therese Sakum falou sobre a importância de estimular os jovens a viverem por um ideal, dizendo que procura sugerir a eles alguns meios de fazer uma diferença na própria vida e na dos outros, com ênfase na educação.

Os participantes, pertencentes a várias faixas etárias, foram convidados a dialogar com os palestrantes. Depois das perguntas e respostas, iniciou-se um diálogo em pequenos grupos, relativo a algumas questões sobre as quais concentraram suas respostas.  Cinco ou seis pessoas integravam cada grupo que precisava escolher seu relator para falar durante a sessão plenária que se seguiu. 

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Irmã Bernadette Sullivan

Os comentários finais foram muito positivos:

“Os oradores nos inspiraram a fazer uma diferença através dos seus projetos e da sua vontade de trabalhar para fazer uma diferença no mundo a partir do lugar onde vivem.  Todos os seus projetos, tão diferentes, ajudaram a realizar uma transformação.”

A peça “A História de Matthew Sheppard” no St. Joseph’s College em Brooklyn propiciou aos estudantes uma oportunidade de falar sobre a homossexualidade e comprender suas próprias atitudes a esse respeito num ambiente seguro”.

“Os participantes perceberam que há uma necessidade de educação para a superação do racismo e para eliminar todas as formas de discriminação”.

“Os jovens presentes sentiram-se respeitados nas suas contribuições ao diálogo e apreciaram o debate inter-generacional.”

“Partilhar num grupo com pessoas que não conhecíamos antes nos levou a perceber o valor de cada colocação.  Com isso, íamos nos tornando amigos porque estávamos partilhando valores muito profundos.”

“Queremos continuar fazendo coisas assim.  Sim, pequenos grupos podem se reunir e se solidarizar para promover os valores nos quais acreditam, como por exemplo, os do Movimento pelos Direitos Civis.  Também a ação pela eleição do Presidente Obama inspirou muitos jovens a acreditar em si mesmos, dizendo: “Sim, nós podemos!”

“Alguém comentou que as barreiras existem para serem ultrapassadas.  A inspiração vem de dentro de cada um.  Mas se quisermos mudar nossa comunidade e estivermos dispostos a fazer uma diferença, nós conseguiremos.”

Os membros do Sub-Comitê estimularam os participantes a continuarem envolvidos nas atividades das ONGs junto às Nações Unidas e prometeram mantê-los informados sobre os eventos planejados pelo Comitê dos Direitos Humanos.   Foram mencionados os eventos do último 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, e o planejamento do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial,  21 de março.

O formato do seminário foi unanimemente aprovado para ser continuado por ter propiciado grande interação nos pequenos grupos,.  Todos os participantes foram convidados a se tornarem membros do Sub-Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial.

Paz e bem,

Irmã Bernadette Sullivan, SFP
Membro do Sub-Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial,
do Comitê pelos Direitos Humanos, uma ONG junto à ONU