Assembléia de 2010 da Área dos Estados Unidos: Uma Reflexão

“... as ovelhas ouvem a sua voz .. e o seguem ...  mas não entenderam o sentrido
do que Ele lhes dizia
...” (João 10, 3- 6)

Essas são as palavras para esta Assembléia!  Quando era menina, antes de fazer Primeira Comunhão, lembro-me que orava a Ave Maria mesmo sem compreender a maior parte daquilo que estava dizendo, só porque gostava do som das palavras e de sentir as lindas contas do rosário deslizando entre os meus dedos.  Assim, eu seguia Jesus e continuava orando.  Só depois de ter crescido mais um pouco compreendi que não era o “fruto do vosso vento” que se devia dizer, mas sim o “fruto do vosso ventre”, e que isso queria dizer que Jesus era o Filho de Maria.  Aprendi também porque ela era “bendita entre as mulheres” e porque era chamada de “Mãe de Deus”.  E assim, pouco a pouco, fui compreendendo o significado das palavras, embora a Encarnação continue sendo um Mistério incompreensível para mim.

Senti que ecoavam a verdade
Sinto como se isso descrevesse com precisão o que estavam sentindo muitos de nós que ouvimos as palavras de Irmã Miriam Therese, e também as de Edwina Gateley.  Gostei de suas apresentações, aprendi muito e ri bastante com os casos que nos contaram.  Ouvi suas vozes, mas não entendi tudo o que estavm dizendo...  Porém, dentro de mim, senti que ecoavam a verdade.  Como eram apropriadas as decorações que incluíam mãos dobradas em oração e um símbolo do Espírito Santo flutuando sobre elas!

Irmã Miriam Therese nos perguntou: “Como seria se todos nós abraçássemos um conceito de Divinidade no qual vivemos, nos movemos e desenvolvemos o nosso ser?”  Depois, usando as ciências como instrumento, ela nos explicou porque isso é na verdade literalmente e teologicamente verdadeiro. “O Reino de Deus está próximo!  Num mundo cheio de guerras, de ódio e de massacres, Ele vive!”   Talvez, pensei, mas certamente Ele podia fazer um serviço melhor que este!  Daí, quase imediatamente, pensei: “Onde estavas quando lancei os fundamentos da terra?  Dize-mo, se é que sabes tanto.” (Jó 38, 4)

Edwina Gateley, citando Hildegard de Bingen, afirmou: “O único pecado é a aridez...  Não ter mais amor dentro de si ...”   Realmente!  E quase caí na risada quando ela nos contou sua experiência de levar prostitutas para assistir a Missa do Galo certa vez, especialmente aquela que assumiu literalmente o “beijo da paz” passando por cima das pessoas nos bancos da igreja para dar um grande abraço em cada um, e que lia o seu missal em voz alta: “este é o meu Corpo, este é meu Sangue...”  Achei engraçado, mas como eu gostaria de ter um coração generoso como o dela e acreditar de maneira assim tão simples!
E quando Edwina explicou como Deus transformou num bem as confusões que fazemos em nossas vidas (“quando nos cobrimos de sujeira – bem ,quanto mais sujeira, mais fertilizante, e mais alto a planta irá crescer...”), senti-me positivamente confortada.  E a explicação que ela deu da parábola do filho pródigo (“Ele voltou para casa!  Você não está compreendendo?  Ele voltou para o lar do seu Pai, para a sua família!  O filho compreendeu: nada é mais importante do que o amor do Pai ”), ajudou-me a entender Jesus quando dizia que “...haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converta, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lucas 15, 7).

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Edwina Gateley ao pódio

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Irmã Miriam Therese Winter, MMS prelecionando

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Irmã Elizabeth Mast celebra seu Jubileu
dos 70 Anos na Assembléia

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Irmã Madeline Marie Hill faz uma pergunta

Talvez seja porque os noventa e nove justos permaneceram fiéis por medo ou mera obediência e não por compreender.  Talvez seja porque, na sua inveja, o filho virtuoso se recusou a se alegrar com o Pai.  Havia ele desejado que o próprio irmão não tivesse voltado para casa?  Que tivesse ficado no deserto passando fome?  Seu coração era tão pequeno assim, a ponto de desejar que o seu irmão fosse punido?

O filho que havia permanecido em casa, não tinha mais amor nenhum pelo seu próprio irmão...  E nisso estava o seu pecado – talvez um pecado ainda maior do que os excessos daquele que havia abandonado o Pai.  Incrível.  Somente agora estou começando a compreender um pouco mais aquelas palavras que Jesus deixou para todos nós.  Mas ainda é como se estivesse tentando compreender o “fruto do vosso ventre”, sem entender muito bem o mistério da Encarnação.

Cada dia, enquanto celebrávamos a Liturgia Eucarística, colhi alguns momentos para refletir sobre as palavras que nossas oradoras nos ofereceram.   E a cada dia que passava, fui compreendendo um pouquinho mais.  Esta Assembléia foi um desafio para mim, que me deu mais coisas para pensar e contemplar do que qualquer outra de que antes participei.  Fico imensamente grata a Irmã Joanne Schuster e à  Área dos Estados Unidos por estimularem os Afiliados a comparecer.  Jamais eu teria tido uma oportunidade de crescimento como esta, em outro lugar.  Este é um dos muitos benefícios do modo de viver dos Afiliados SFP!

Leah Curtin, Associate