Curar as feridas de Cristo na humanidade pobre e sofredora

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Uma interessante discussão durante a Conferência de Cura: Irmã Grace Frances Strauber e Irmã Kathleen Reynolds

Nossa Conferência de Cura de junho de 2011 deu início a algumas discussões interessantes. Uma das que captaram o meu interesse se referia à Cura como sendo o nosso único carisma. A questão era saber se o nosso carisma seria ou não somente a cura física.  Como Gertrudes Frank comunicou a Francisca Schervier, “curar as chagas de Cristo na humanidade pobre e sofredora” como um todo é o que vem a ser, realmente, o nosso Carisma.

Esta afirmação levantou argumentos muito fortes e interessantes. Acredito que foi então que, pela primeira vez, comecei a compreender que curar as chagas de Cristo significa oferecer a cura para toda pessoa com quem eu entrar em contato. Assim como Cristo está presente no mundo, Cristo está presente em cada indivíduoa que eu encontrar. Uma vez que somos todos feitos à imagem e semelhança de Deus, somos convidados a reconhecer Deus na beleza de cada pessoa. Quantas pessoas entre nós têm de carregar suas muitas falhas, sofrimentos e feridas não cicatrizadas!  Mas é precisamente nessas feridas não cicatrizadas que Cristo se encontra. Quando nos dirigimos ao próximo, estamos procurando encontrar as irmãs e os irmãos em Cristo que foram, todos, tão perfeita e maravilhosamente criados.

Durante a Conferência ouvimos Pe. Gittins nos dizer que Deus não ama de modo abstrato! E que por isso mesmo precisamos encontrar o significado de quem é o pobre, concretamente, para nós. Na Comunidade da Esperança onde vivo, estamos fazendo um esforço comum de conversar mais sobre  pessoas pobres conhecidas, para tornar essa designação mais viva e verdadeira para nós. Qual é então, a minha opinião?   Teria me esquecido o que significa "Curar as feridas de Cristo na humanidade pobre e sofredora”?  Acredito que não.

Minha Caminhada da Fé como uma Experiência de Cura transmitindo o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) na minha Paróquia
A cura é tudo aquilo que faço assim que entro naquela sala cheia de mulheres, algumas jovens, outras mais velhas, e alguns homens, que vêm procurar encontrar Jesus na nossa Igreja. Alguns, nunca tinham ouvido falar de Jesus como sendo uma pessoa de verdade.

Alguns já haviam se esquecido do que significa ser cristão e anseiam essa volta ao lar! Juntos, conversamos sobre a criação de Deus e os profetas, no início do Antigo Testamento. Reaprendemos o que os Dez Mandamentos significam para nós hoje em dia: que são mandamentos de compaixão.

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  • No Advento, começamos a acompanhar os passos dos nossos antepassados na fé, à espera da vinda do Messias, na busca de Deus vivo. Cada pessoa recebe uma Bíblia e é incentivada a ler um dos Evangelhos por inteiro. Depois, fazemos uma caminhada a partir do nascimento de Jesus e  dos primeiros tempos em que viveu como qualquer outro menino judeu.

  • Depois do Natal, estudamos o Ano Litúrgico.  Falamos sobre os Sacramentos como sendo um encontro com Deus através de Cristo, e qual é o significado profundo do Seu amor. Falamos muito sobre o amor, porque Deus é amor.

  • Com o aproximar-se da Primavera, somos estimulados pela vontade de caminhar pelos parques da cidade, vendo brotarem novamente as árvores que pareciam mortas durante os meses de inverno.  Presenciamos o despertar da natureza, ouvimos o cantar dos pássaros que voltaram do sul, a natureza se abre para todos nós, independentemente da situação econômica de cada um.

  • À medida que vamos entrando na Quaresma, percebemos que os ensinamentos de Jesus estavam nos preparando para a Sua morte e o que representa para nós  esse morrer e renascer quando vai chegando o momento de abraçar uma nova vida em Cristo.

  • A Ressurreição é sempre muito significativa para os novos interessados.

Como Estou Propiciando a Cura?
E então, como posso curar as chagas de Cristo na humanidade pobre e sofredora?  Tenho o privilégio de testemunhar uma crescente consciência do significado do amor de Deus nessas pessoas maravilhosas, mulheres e homens que vêm todas as terças-feiras à noite, mesmo que chova ou caia neve, sentar-se ao redor da mesa para compreender o quanto Deus as ama.  Depois, quando chega a última noite do programa, todos recebem os sacramentos e com eles, a nova vida. E que alegria sentimos quando os encontramos na hora da missa, com seus cônjuges e filhos, através dos anos!

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"A cura é tudo aquilo que eu faço..." Irmã Grace Frances com seu grupo RICA e os catequistas.
A Afiliada Thomasina Nolan se encontra ao centro da fileira de cima.

Sinto-me muito grata pela nossa Conferência de Cura, que abriu de novo para mim o dom de curar que Deus nos oferece em tantas  maneiras diferentes. Curar as chagas de Cristo na humanidade pobre e sofredora significa sermos realmente Curadores, seguindo o exemplo de Jesus nos Evangelhos para curar as feridas de Cristo em todos: mulheres, homens e a inteira criação.

Irmã Grace Frances Strauber, SFP