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VOZES SFP

julho/agosto de 2011
Vol. VII, No. 4 ©

 

Table of Contents

Introducão
Ser um dom de cura
Continuar nossa missão de cura como discípulos de Jesus
Um momento de graça
Jubilate Deo!

A CONFERÊNCIA CONGREGACIONAL "DOM DE CURA":
ACREDITAR NO SONHO DE DEUS

A mensagem que “levei para casa” voltando da Conferência Congregacional “Dom de Cura, Agora e Depois” é que a cura começa ... em casa!  Provavelmente a observação mais marcante para mim foi quando o Padre Anthony Gittins disse: “Deus não faz pessoas ‘genéricas’, apenas indivíduos específicos. Jesus não ama ‘os pobres’ nem os ‘pecadores’, porque essas são abstrações, e é impossível amar uma abstração! Ou você ama cada pessoa especificamente, ou não é capaz de amar ... Quem são as pessoas que você realmente ‘encontra’ ... no dia-a-dia? Você realmente as encontra ou apenas ‘lida’ com elas?   E se você não ama as pessoas individuais que você encontra todos os dias, a quem você ama?”

Logo depois, Irmã Antonietta Potente reforçou essa mensagem quando disse: “É mais fácil medir o nosso crescimento pelas aparências do que admitir que é precisamente aquela situação difícil ou aquela pessoa irritante que me dará uma oportunidade de crescer!”

Para mim, é sempre excitante aprender novas técnicas de cura alternativa. E como foram interessantes e informativas as oportunidades de ser artisticamente criativos, ou de partilhar outras perspectivas com as Irmãs e os Afiliados sobre os vários desafios que enfrentamos Mas  a meu ver, a essência da Conferência foi esta: precisamos curar a nós mesmos e servir de cura uns aos outros se quisermos curar o próximo. E a cura começa da forma mais prática:

artworkComo falo com aquela pessoa que vejo todos os dias?
Como falo sobre aquela pessoa todos os dias?  Como ajo em relação àquela pessoa todos os dias?
Como perdoo aquela pessoa todos os dias?

Em cada uma dessas frases usei a expressão “todos os dias”, porque acho que, na cotidianidade, nossos encontros se desgastam, perdendo a sacralidade que há no encontrar-se. Parece até que reservamos nossa bondade e delicadeza para certas abstrações como “os pobres”, “os doentes”, “as prostitutas”, ou “os pecadores’ ...

No entanto, como Padre Gittins indicou, “quem seremos nós se não formos um deles?”  Jesus veio para salvar os pobres e os pecadores. Acaso não estamos entre eles?  Há alguém entre nós, que pensa que já é santo?  Há entre nós alguém que não foi ferido? Quem foi que não feriu os outros? Quem não está precisando de cura? Há entre nós alguém que possa dizer honestamente que sempre (ou até mesmo usualmente) trata as pessoas que encontra “todos os dias” com gentileza e bondade?

Em seu discurso de abertura, Irmã Tiziana nos disse: “Não estamos aqui reunidos porque somos anjos de bondade, mas porque acreditamos no sonho de Deus.” De fato, estamos aqui porque cada um de nós acredita no sonho de Deus e cada um de nós faz parte dele. Cada pessoa –  sobretudo aquela que encontramos diariamente – é amada por Deus!   Deus ama a você, e a você e a você, e a você ... e a mim!

Talvez tenhamos de dizer isso a nós mesmos muitas vezes, até realmente aprendermos a acreditar. E quando isso acontecer, seremos curados.  Começaremos a tratar cada pessoa à nossa volta como uma amada filha de Deus. E cada uma será curada. E é porque podemos ser curados que também as nossas comunidades serão curadas.  Juntos, podemos conseguir curar as pessoas que mais precisam de nós!

Irmã Joanne Schuster, SFP
CCA dos Estados Unidos

[Ilustração: pintura de Sarah Hellmann]




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  Ser um dom de cura

Um bom grupo de Irmãs, e uma família de Afiliados, partiram da Itália a Cincinnati, nos Estados Unidos, indo participar, em junho de 2011, da Conferência Congregacional "Dom de Cura: Hoje e Depois".

Havia grande excitamento e expectativa no ar.  Todos haviam orado pela Conferência de Cura durante o Advento e novamente, durante a Quaresma e realizando múltiplas atividades em preparação para desfrutar essa experiência.  Regressando à Itália, cada participante expressa agora a sua gratidão e o seu desejo de ser um "dom de cura" para a humanidade.

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"Benvindos!” dizia o cartaz nas mãos de Joan M. Mills, Afiliada dos Estados Unidos, quando chegamos no aeroporto de Cincinnati.  Depois de tantos meses de espera, lá estávamos nós, finalmente!  Todo mundo nos recebeu no estilo característico das SFPs em todas as Áreas, o que nos ajudou a entrar no espírito de reflexão e celebração.

“Os dias da Conferência foram intensos, cheios de emoção e de tantas idéias novas e interessantes. O que mais nos comoveu foi constatar como o carisma de Madre Francisca está sendo concretamente vivido e  partilhado nas diversas Áreas Geográficas e, mais especialmente, como o mundo está precisando de pessoas que saibam espalhar o carisma de cura.” Carole e Valerio Tiranti, SFP-A

Senti-me especialmente tocada pela forma como cada participante procurou superar as diferenças culturais – especialmente a barreira da língua – encontrando novos modos de se comunicar. Apreciei a criatividade entre nós no planejamento e na realização da Conferência. Senti que conseguimos criar um ótimo modelo de encontro e expressão." Irmã Francesca Vitulano, SFP photo
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A imagem que me ficou aconteceu numa das noites de recreação. Segurávamos as mãos uns dos outros.  Olhando à volta, via Irmãs de todas as idades, da mais velha à mais nova, cantando e orando juntas. Senti que era um momento de cura.  Sei que há muitos modos de conviver com as pessoas, assim como há muitos meios e métodos de curar.  Foi uma experiência de humildade, pois sempre sinto que estou aprendendo, à escuta de Deus cuja criatividade se torna um dom em cada pessoa. Irmã Jenny Favarin, SFP

Essa experiência me ajudou, assim como todas as outras experiências que vivemos na Congregação, pois senti que os temas, os debates e a partilha realmente tocaram minha vida.

Voltei de lá com o desejo de começar de novo, de deixar para trás o passado e me comprometer em reconhecer o novo rosto de cada um.  Sei que não preciso me preocupar com coisa alguma, porque tudo está nas mãos de Deus.  É Ele que impele adiante a vida de cada um e de todos nós.  Irmã Regina Nigro, SFP

 

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A Conferência de Cura foi para mim a primeira oportunidade de encontro e diálogo com tantas Irmãs.  Parti da Itália com o desejo de “ampliar meus horizontes” e sinto que isso realmente se tornou realidade na partilha do nosso carisma vivido nos ambientes mais diferentes.  Senti que nos une um desejo comum de:

 – Servir a Deus na humanidade que Ele coloca diante de nós, onde quer que nos chame, para ouví-las e premanecer abertas a elas.

 – Caminharmos juntos, trocando experiências e partilhando concretamente.

Irmã Vincenza Scassillo, sfp

 

Depois desta bela experiência, voltei com o empenho de aprender a ser mais concretamente responsável pelas consequências das minhas escolhas de todos os dias.
 
Senti que Deus, através do nosso carisma, está me pedindo para ser uma testemunha visível da cura constante do seu amor. Somente se eu experimentar no dia a dia esse amor de Deus dentro de mim serei capaz de transmiti-lo às pessoas que encontro e tudo o que me cerca.  Irmã Barbara Torregrossa, SFP

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Senti-me tocada pela vitalidade e criatividade gerada pelo nosso carisma nas várias Áreas da Congregação.  Nosso carisma vai direto ao coração do povo.  Sinto-o como um grande recurso seja para nós, seja para aqueles que encontramos.  Voltei com a convicção e o desejo de “gerar compaixão e esperança na comunidade da vida” onde quer que eu seja chamada a servir.
Irmã Monica Stasi, SFP

 

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Continuar nossa missão de cura como discípulos de Jesus na Área do Brasil

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Irmã Maria Lúcia Barbosa de Oliveira, SFP – Foi fascinante a experiência vivida em Cincinnati nos dias 9 a 12 de junho de 2011 sob o tema “Dom de cura – hoje e depois”.  Desde o primeiro momento do encontro, ainda no aeroporto e até a chegada ao Convento Santa Clara, a recepção e acolhida das Irmãs e dos Afiliados foram muito alegres.  Não poderia deixa de mencionar aqui o acolhimento carinhoso de Irmã Jacinta que me abriu não só as portas de sua casa como também de seu coração.  Partilhamos sobre a vida e as experiências de trabalho que realizamos em comum através dos anos.  Rever nossas queridas Irmãs, especialmente aquelas que foram os anjos bons que nos acolheram na Congregação no Brasil e poder voltar a  falar com elas em nossa língua materna, foi uma experiência indescritível.  Todos os trabalhos prestados por tantas mãos generosas que agiam nos bastidores, a riqueza das orações em conjunto, inspiradas pelo Espírito Santo, nos abasteceram.  O preparo dos alimentos, contemplando as diversas culturas, a criatividade das noites culturais, enriquecidas pela espontaneidade de cada participante, tudo isso nos uniu numa só linguagem, a da alegria contagiante, promovendo a inculturação.

“Vocês são a voz e o sopro de Deus!” –  Pe. Anthony Gittins
O dom da cura acontece quando vamos ao encontro dela de coração aberto para dar e receber.  Nosso primeiro palestrante, o Pe. Antony Gittins, C.S. Sp.,  abrilhantou o evento com suas sábias palavras sob o tema: “Missão de Cura da Pessoa Através de Jesus Cristo”, na qual  destacou quatro aspectos dessa missão.  “Para amar é preciso primeiro encontrar, porque é impossível amar a pessoa em geral, pois cada uma é única.”  Outro ponto abordado por ele foi o fato que Jesus não ama “os pobres” abstratamente, mas sim a pessoa de cada pobre.  O termo “os pobres” é muito genérico!  Jesus praticava a comunhão à mesa, e isso ia muito além, como se verifica naquilo que Ele disse aos fariseus... “Quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos.   Serás feliz pois como eles não têm com o que te retribuir, tudo te será retribuído na ressurreição dos justos.” (Lucas 14, 13-14)

Padre Tony nos disse ainda que a nossa prática da comunhão é ridícula, se comparada à de Jesus que lava os pés dos seus discípulos, se inclina, ficando a um nível abaixo de quem é servido, e recomenda aos seus apóstolos que façam o mesmo,  Ele desafia as pessoas a construir e não a destruir.  Uma frase marcante para mim do palestrante foi à seguinte: “Vocês são a voz e o sopro de Deus!”   Quando foi questionado sobre as terapias alternativas como Reiki e Yoga, ele respondeu com sabedoria. “Todas elas se encaixam no caminho de Jesus!  Há bastante espaço no caminho do Senhor.”

“Como podemos curar o cosmo doente?”- Irmã Antonietta Potente, O.P.

No segundo dia fomos agraciadas com a palestra de Irmã Antonietta Potente, que vive na Bolívia onde desenvolve um belo trabalho junto ao povo da etnia Aymara.  Ela iniciou projetando três imagens inspiradas na Bíblia para a nossa contemplação. 

A primeira cena era a da retirada do corpo de Cristo da cruz, ao ser preparado para o sepultamento (Lc 23, 50-56).  A segunda era a das mãos de Jesus na  cena da ressurreição, quando ele diz a Maria Madalena: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,17).    A justiça não se pode aprisionar.   A terceira cena era visão de João no Apocalipse (Ap 22, 2): a árvore da vida.  Irmã Antonietta levantou alguns questionamentos, nos lembrando das duras realidades que vêm ocorrendo no nosso planeta, como a das enchentes que tudo devastam: “Como podemos curar o cosmo doente?”

Entre outras coisas, ela salientou que o termo “pobre” surgiu com o sistema capitalista, que nos divide em classes sociais, mas que no Evangelho de Jesus não é bem assim, Jesus não veio para dividir,  Ele não entrou neste esquema. 

Para mim, somente o fato de reencontrar nossas Irmãs já valeu a pena a viagem, sem falar em tudo que experimentamos com as oficinas e as partilhas.  Percebemos que tudo foi feito com muito amor e carinho, nossas Irmãs se preocuparam com os mínimos detalhes e nos deixaram bem à vontade. - Irmã Maria Lúcia Barbosa de Oliveira

A Conferência de Cura foi para mim uma experiência maravilhosa!  Ver como o nosso Carisma de Cura está sendo levado aos pobres e sofredores, continuando nossa missão de discípulas de Jesus nos vários países e continentes! Observar como o Carisma de cura é encarnado nas várias culturas! Como podemos ajudar, ou seja, levar esta cura às pessoas?  Desde o jeito que acolhemos uma pessoa que chega à nossa porta pedindo uma ajuda, orientação, ou comida, o modo que devemos acolher é o mesmo de Jesus: com amor e gratidão. Como devemos ser sensíveis à natureza, ser conectadas como todo ser criado, com a natureza, o universo e as pessoas?  É isso o que nos leva a uma maior compreensão da Comunidade da Vida e da nossa responsabilidade para com a mesma. - Irmã Júlia Batista Rocha

Participar desta Conferência foi, para mim, algo enriquecedor e gratificante.  Foi uma experiência única em minha vida, entrar em contato com as diversas culturas.  Foi maravilhoso e ao mesmo tempo desafiante, pois percebi que mesmo não falando a mesma língua é possível cultivar a harmonia e a paz, porque encontramos outros meios para expressar nosso amor.  Em vários momentos me comuniquei por meio de gestos.  Foi incrível: nos entendíamos muito bem!  O silêncio muitas vezes guardado no coração expressava o acolhimento, a serenidade e o amor recíproco.   Não pude conversar com todas as Irmãs como eu gostaria, mas o olhar silencioso de cada uma foi muito significante para mim.  Fiquei encantada com a paisagem do local que anteriormente só tinha visto em filmes, mas que desta vez eu pude contemplar com meus próprios olhos.

Foi maravilhoso conhecer tantas de nossas Irmãs pessoalmente.  Todos esses encontros me tocaram profundamente ao perceber como os cabelos grisalhos das Irmãs expressam sua experiência, vitalidade, dedicação e doação de si mesmas através dos anos, como exemplo!

Voltei para o Brasil com uma voz forte ecoando dentro de mim: “responsabilidade, mais responsabilidade...” depois de contemplar tantas Irmãs idosas que doaram suas vidas, que abriram os caminhos para chegarmos aqui onde estamos, hoje, grandes pessoas que deram e continuam dando continuidade ao Carisma da Bem Aventurada Francisca Schervier.

Sinto-me grata por esta oportunidade de vivência e experiência.  Obrigada a todas as pessoas que contribuíram para o bom êxito desta Conferência.  Fiquei muito impressionada ao ver a participação das Irmãs que, sem medir esforços, se desdobraram.  Que a Bem
Aventurada Francisca Schervier interceda junto a Jesus e continue fortalecendo cada Irmã em sua missão.  E que envie santas e numerosas vocações à nossa Congregação para que, juntas, possamos manter acesa a chama do amor ao próximo. Irmã Lécia José da Silva

Estou certa de que a minha participação na Conferência de Cura terá um grande peso na minha caminhada. Por meio desta Conferência percebi que o anseio e a busca pela cura de nós mesmas e dos outros deve ser uma constante em nossa vida.  As mudanças no modo de pensar, de ver e de se comportar frente à realidade na qual estamos inseridas, contribui muito para que a cura possa acontecer.  Participar da Conferência, foi para mim uma experiência única, pois o convívio com as Irmãs de diferentes idades e culturas me trouxe sentimentos de alegria, esperança e sobretudo de gratidão a Deus por tantas vidas passadas e presentes, doadas com amor gratuito, a fim de curar as chagas de Cristo, presente nos pobres e nos sofredores! - Irmã Thalyta Pereira Lima

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Um momento de graça:
Reflexões vindas da Área de Senegal . . .

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photoO poder de criar Círculos de Vida
Compreendi que também eu sou uma curadora ferida e que é vivendo a experiência de minhas próprias chagas que serei capaz de reconhecer as chagas de outros feridos. Desta forma, como diz Madre Francisca, posso permanecer atenta às feridas das outras pessoas para curá-las. Não, nem minha compreensão do nosso carisma de cura, nem sua expressão mudou, mas sim evoluiu, assumindo outra dimensão e novas cores e dimensão, graças aos dons que recebi como dom das outras Áreas.

Assim, direi que foi a minha compreensão do significado de "sermos instrumentos de cura de Cristo na criação ferida" ou "de curarmos as chagas de Cristo na criação ferida" que mudou, porque implica em curar não só a humanidade como também a inteira comunidade da vida! Porque hoje nos referimos a toda a criação, a todas as criaturas da comunidade de vida (com todos os significados que estamos explorando nos números de Conversações). A inteira comunidade da vida é tomada em consideração neste círculo de feridas e no desejo de proporcionar a cura. Sendo ainda uma Noviça, não vou falar de ministério, mas sim das pessoas ao meu redor, que encontro no dia a dia.

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A Conferência de Cura irá afetar profundamente meus relacionamentos com os outros. Compreendi e aceitei a realidade de ser tão ferida quanto muitas outras pessoas e a minha realidade de ser uma presença de cura em palavra e ações, especialmente no meu relacionamento com os "pobres", de quem, estou ciente, poderei aprender a oferecer e a receber novas formas de cura. Antes de tudo, os pobres são meus iguais, embora possam parecer inferiores a mim. São tão capazes quanto eu de contribuir algo, ao todo.

Esta Conferência foi uma bênção, pois me permitiu ver múltiplas expressões de cura e compreender de que modo o nosso carisma está sendo necessário no mundo de hoje– e que esta é a minha esperança. A cura que recebi me deu grande paz interior e a certeza de que nós mulheres temos uma capacidade para criar círculos de vida e de crescimento nos quais podemos florescer, com outras pessoas.- Domitilde Manga

Nesta Conferência, expandi meus horizontes e experimentei a comunhão com pessoas diferentes de mim. Fiquei conhecendo melhor a história da Congregação e sua fundação nos Estados Unidos.

Renovação e Aprofundamento do Carisma
Pude ver a riqueza do nosso carisma e os desafios que as nossas Irmãs têm de superar a cada dia, mas também vi a sua esperança nas lutas diárias da vida. Foi um tempo de descobrir e redescobrir o carisma vivido pelas nossas várias Irmãs, nos quatro países onde servimos.

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Foi um tempo para reconsiderar nossa maneira de ser. Tornei-me ciente de que devo cuidar da "desfigurada beleza original, e renovar-me ao pensar que Deus continua a sonhar através de mim. Foi um momento de reinventar novos métodos para expressar, aprofundar e difundir nosso carisma, porque o mundo evolui, trazendo consigo novas necessidades. A pobreza também pode assumir várias faces e, portanto, há sempre uma necessidade de adaptação. Nesta Conferência percebi como ouvir é importante e isso vai me fazer reconsiderar meu relacionamento com os outros.

Precisamos saber como cuidar das pessoas assim como elas são e sem julgá-las, pedindo sempre a sua opinião, sem impor nada a elas.– Thérèse Tapsoba

A Nova Consciência de que Todos Nós Somos Feridos
Foi uma grande alegria participar do Seminário "Espalhar Sementes de Cura" e da nossa Conferência. Tomei consciência de que sou um "curador ferido" e que Cristo representa a minha cura em todos os níveis.

Recebi a graça da paz e alegria de coração e ganhei confiança e reconciliação comigo mesma e com todas as feridas que tenho sofrido. Estou convencida de que através de todos os exercícios espirituais que experimentei, acompanhados de muitos sinais e símbolos, que Jesus estava trabalhando no meu coração e que Ele estava me curando de todas as minhas feridas, internas e exteriores.

Esta Conferência renovou minha vida por inteiro e me deu coragem para ver o bom em minha vida e a viver na simplicidade. Abri uma nova página com Jesus, com outras pessoas e com as criaturas de Deus. Na minha opinião, o nosso carisma, expresso pela frase: "Curar as chagas de Cristo na humanidade pobre e sofredora" não se alterou, após a Conferência. Ao contrário, tenho uma nova consciência de que somos todos pessoas feridas por causa das provações da vida. Ao mesmo tempo, somos chamados a desenvolver, ainda hoje, o nosso dom de cura para seguir Madre Francisca Schervier.

Consciente de que o carisma cresce através de nós, a atenção que damos às nossas diversidades pode nos ajudar a crescer no nosso conhecimento interior. Então, os frutos deste testemunho irão se multiplicar nossa bondade, nosso serviço e nossos dons para com os pobres. Sabendo que a cura começa a partir do coração, penso que depois desta Conferência de Cura que a oração em comum e pessoal serão muito importantes. Além disso, a imaginação e a criatividade em nossas diversas tarefas poderão ser uma fonte de edificação, transformação e cura para todos nós. - Jacqueline Compaore

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JUBILATE DEO!
CELEBREMOS O SONHO DE DEUS NAS NOSSAS JUBILARES . . .

70 Anos
Irmã Rita Marie Donnelly

60 Anos
Irmã Adelaide Link
Irmã Arlene Mc Gowan
Irmã Daniel Marie Meade


50 Anos
Irmã Paula Huecker

25 Anos
Irmã Barbara Fiorentino
Irmã Tiziana Merletti
Irmã Vincenzina Raimondo



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Ir. Rita Marie Donnelly, Ir. Vincenzina Raimondo...

          

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logo

Nossa profunda gratidão às fotógrafas talentosas e generosas . . .

Irmã Mary Madonna Hoying
Irmã Giannica Selmo
Irmã Marvi Delrivo

Queiram visitar o Website da Conferência Curacriado por Irmã Giannica Selmo:
www.sfp-healing.org

 

 

 


Copyright
2011 Franciscan Sisters of the Poor