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VOZES SFP

Março de 2010
Vol. VI, No. 2 ©

 
NOSSO CHAMADO À ORAÇÃO E À ESPIRITUALIDADE

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Queridas Irmãs e caros Afiliados,

Através de 2010, como anunciamos, refletiremos nos números de VOZES SFP sobre temas específicos que nos ajudem a compreender como o nosso carisma de cura está sendo vivido e exprimido no meio cultural dos vários países onde servimos.

Como o tema do mês de março é: “Nosso Chamado à Oração e à Espiritualidade”, solicitamos às Diretoras de Formação Inicial de cada Área que nos enviassem reflexões sobre o seu privilegiado serviço. Esse ministério bem pouco divulgado exige um talento especial para manter acesa a chama do carisma entre as mulheres que vêm se unir a nós para servir a Deus enquanto religiosas consagradas.

Perguntamos às nossas Formadoras como elas compreendem esse seu chamado; como elas sentem que o nosso carisma está sendo vivido no seu ministério de instruir as novas Irmãs; e quais são os aspectos mais vivificantes para elas ao realizarem esse serviço.

As Irmãs e a Afiliada que escreveram os artigos deste número tiveram toda a liberdade de deixar que o Espírito as conduzisse e, como poderão ver, os resultados foram cheios de graça!

Ficamos gratas a elas pela sua generosidade e também pelos esforços das Coordenadoras das Comunicações nas Áreas que colaboraram conosco neste número – a Afiliada Leah Curtin, nos Estados Unidos; Irmã Giannica Selmo, na Itália; Irmã Maria Lúcia Barbosa de Oliveira, no Brasil e Irmã Anne Claire Kabore, no Senegal.

Unida na Bem-Aventurada Francisca como sua irmã,
Marilyn Trowbridge, sfp                                                       Maureen Fullam
Conselheira Encarregada das Comunicações                      Diretora das Comunicações

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Passos Sagrados

Irmã Marina Triglia, SFP

Permaneço ao lado dos pés
daqueles
que caminham e procuram.

Gostaria de dar lugar ao ruído
dos passos que já demos
e daqueles que ainda temos de dar.

O que conta é a caminhada.
Posso permanecer a serviço dos seus pés
Para que a coragem de continuar seja toda de vocês.

Possa eu, no meu vazio, ecoar
a voz Daquele
cuja sombra as convida
a acompanhá-lo!

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“O Semeador” de Vincent van Gogh, 1888

 

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Irmã Marina Triglia e as participantes dos encontros vocacionais
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Casetta Nova: Irmãs Marina Triglia, Mara Bellutta
e Vincenza Scassillo

Neste poema que escrevi em Vermicino no Domingo de Pentecostes de 2005, falo do significado do chamado de Deus a servir a humanidade de hoje através do ministério da formação inicial. Em 2002 fui encarregada de dirigir o Centro Juvenil e, a partir de 2004, assumi também o cargo de Diretora do Noviciado e do Pré-Noviciado.

O que estou aprendendo neste ministério?
• Aprendi a crer no poder da vida, que se torna complexa e depois começa outra vez.

• Aprendi a crer no poder do nosso carisma que nos leva a amar sem nada esperar em troca para infundir confiança e liberdade no coração de cada criatura.

• Aprendi que uma sinergia de conteúdos é necessária para revelar a cada jovem o seu próprio e verdadeiro ser, e para evidenciar o seu discernimento e crescimento.

Tem sido bastante difícil mas muito belo estabelecer profundos relacionamentos com outras mulheres, mesmo andando sempre na ponta dos pés para me lembrar que as almas pertencem a Deus e que só Ele é a luz e o guia de cada uma.

Novas Sementes de Compaixão e de Esperança
Durante os últimos anos, tive a graça de acompanhar doze jovens. Senti-me como o semeador que espalha os grãos abundantemente e tem a coragem de mencionar as ervas daninhas pelo seu próprio nome. Com o passar das estações do ano, testemunhei entre elas o crescimento da compaixão e da esperança na procura, no retraimento e nos seus impulsos e vislumbres à medida que os iam vivenciando. Entreguei a Deus o sofrimento causado pela redução do número das jovens interessadas, o que mais parece uma seca prolongada, com muitos aspectos que precisam ser tomados em consideração para continuarmos na nossa busca de novos meios de atuar e de novas “sementes” por germinar.

Contemplo a beleza e a pobreza desse terreno e das jovens com tantos recursos disponíveis, mas também com tantas contradições e continuo a pedir em oração que Madre Francisca interceda para recebermos ajudar na seara, à luz do seu carisma, para que ele brilhe sempre em nossas vidas com todas as suas cores radiantes.

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A ALEGRIA DE SERVIR

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Da esquerda p/ direita: Irmãs Tânia, Bernadete, Goretti , Helena Paula e Maria Lúcia, estudo em grupo durante a Assembléia de Área, na Casa São José em Goiânia
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Irmã Maria Lúcia com as religiosas do Grupo Bioma do Cerrado da CRB-Goiás, trabalhando a cartilha sobre a reciclagem do lixo
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Irmã Marta na Casa São José
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Da esquerda p/ direita: Irmãs Marta, Thalyta e Daniela, apresentação de trabalhos à Assembléia

 

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Grupo de crianças da catequese inicial no Centro
de Formação Francisca Schervier

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Irmã Lécia na casa da Afiliada Marli em reunião do Grupo de Adolescentes Madre Francisca

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Irmã Maria Lúcia na sede da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), com o grupo de religiosos psicólogos em Goiânia

Além do fato que "ninguém forma ninguém", o máximo que um formador pode fazer é apontar caminhos, descortinar novos  horizontes e manter acesa a chama do Carisma congregacional...

Irmã Maria Lúcia Barbosa de Oliveira, SFP

Aceitei com prazer o ministério de formação nos anos 1990 enquanto ainda estava trabalhando numa missão aos povos indígenas no Estado de Mato Grosso. Percebi a ação de Deus através do convite que me foi feito durante uma visitação de Irmã Maria Helena Carvalho.

Compreendi que a pessoa da formadora também deve estar em contínuo processo de crescimento. E não poderia ser diferente, porque quem se julga pronto e acabado, é porque se estabilizou na caminhada e já não busca novos saberes.

Minha Experiência neste Ministério

No processo formativo a escuta dos próprios sentimentos é imprescindível.  A formação é o caminho para escutar o outro, o que só é possível numa atitude de aprendizado, de escuta, de acolhida e de diálogo.

Acompanhar a pessoa, ajudando-a permanecer na caminhada, não só através de teorias mas mediante o próprio exemplo de vida, não é nada fácil.  A Formação Inicial, que tremenda responsabilidade! 

Considerando o fato que "ninguém forma ninguém", o máximo que um formador pode fazer é apontar caminhos, descortinar novos  horizontes e manter acesa a chama do Carisma congregacional, fundamentando-se nos marcos históricos dos fundadores.  Podemos às vezes correr o risco de pensar que a candidata que ingressa  na Congregação é alguém que não sabe nada do mundo espiritual.  Sabendo que, quando chega até nós, a jovem traz na sua bagagem uma vida repleta de conteúdos que foram sendo gestados desde a sua concepção, precisamos  considerar todas as dimensões do ser humano que acolhemos em nossa comunidade.  E receber o novo é desafiante tanto para quem acolhe quanto para quem chega.

Visitando certa vez uma senhora que mostrou interesse em ingressar na nossa Congregação, percebi um brilho em seus olhos e, nas suas palavras, um misto de simplicidade, desapego, alegria e vontade de doar-se.  Ela me fez recordar a minha própria busca antes de ingressar na nossa Congregação.  Eu havia visitado várias Congregações, mas somente as Irmãs Franciscanas dos Pobres  em Pires do Rio fizeram uma diferença para mim.  Se naquela ocasião eu já conhecesse as palavras de São Francisco "É isto que eu quero, é isto que eu busco", eu certamente teria dito o mesmo.

Os Desafios de Hoje: “Há luzes e sombras que se mesclam . . .”

Nosso planeta sofre mudanças rápidas e contínuas.  São inúmeros os desafios que emergem da nossa sociedade secularizada, individualista, globalizada e consumista.  As jovens que hoje saem desse meio muitas vezes chegam até nós sem nenhum apoio ou modelo que confirme a sua opção. Tudo isso torna difícil para a jovem tomar decisões.  Esse quadro real nos leva a refletir o quanto precisamos preparar-nos para recebê-las.  Muitas são as trilhas que  precisam ser  ampliadas, intensificadas e intercambiadas nesse caminho repleto de esperanças.

No ministério da Formação Inicial vivenciado no dia a dia, há luzes e sombras que se mesclam.   Sentimos que é preciso assumir tanto as nossas  cruzes quanto as dos irmãos, da maneira como e a nossa caminhada foi encetada pela nossa querida fundadora, a Bem-Aventurada Francisca Schervier.

É gratificante ver as jovens crescendo e se interessando pelos nossos ministérios, afirmando no cotidiano seus sentimentos de pertença, de amor e de doação de si mesmas.  Se realmente quisermos que outras mulheres conscientes e engajadas venham a fazer parte dos nossos ministérios e do nosso convívio, necessário se faz questionarmos a nós mesmas quanto ao nosso testemunho e quanto à nossa co-participação, se estamos sendo abastecidas na Fonte e mantendo acessa a chama daquele primeiro amor.

Que Madre Francisca seja a nossa mestra e nos acompanhe nessa missão tão sublime!  Que São Francisco de Assis, nosso grande inspirador, continue nos fortalecendo e sendo o farol que nos aponta Jesus Cristo!

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A Espiritualidade na Formação dos Afiliados
Juntos, vivenciamos o chamado do nosso batismo a completar a missão de Jesus.”

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Irmãs Mary Madonna Hoying, June Casterton e Arlene McGowan com a Afiliada Joan Mills
e Chris, que está seguindo a orientação para se tornar Afiliada

Um recente estudo demonstrou que há mais de 25.000 Afiliados de congregações religiosas nos Estados Unidos e que esse número continua a aumentar.  Mas enquanto membro da Equipe dos Afiliados das Irmãs Franciscanas dos Pobres, não acho que podemos medir o sucesso do relacionamento dos Afliados com números.

O centro da nossa relação com a Congregação está na oração e na espiritualidade.  Manter essa relação não é questão de um modo de pensar, mas sim de um modo de ser, de querer e procurar ser mais semelhante a Cristo.  Fui chamada a convidar novos candidatos e a ajudar os Afiliados a desenvolver a própria vida espiritual conforme a missão de São Francisco e o carisma da Bem-Aventurada Francisca.  Em particular, fui chamada a evangelizar e catequizar os interessados em se tornar Afiliados, e dessa forma habilitá-los a crescer em intimidade e comunhão com Cristo e entre todos nós.

Juntamente com as Irmãs, tenho procurado providenciar oportunidades para que possam se aprofundar mais nos valores e na missão da Congregação SFP, para celebrar suas histórias pessoais mediante orações e rituais, e trabalhar pela justiça social, nutrindo e sustentando nossa vida espiritual em comum.

Juntos, ajudamos as pessoas a descobrir e utilizar seus talentos pelo bem de todos e pela maior glória de Deus.

Juntos, vivenciamos o chamado do nosso batismo a completar a missão de Jesus na terra.

Embora escrevendo este artigo na primeira pessoa, no fundo do meu coração sei que tudo é uma questão da nossa relação com Deus e que a realizamos na nossa união.  Porque é juntos que podemos ser mais eficientes na construção do Reino de Deus.

- Afiliada Joan Mills

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Respondi com o meu “Sim”, em Oração

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Noviça Domitilde Manga na Capela do
Convento Agape San Damiano
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“O Senhor Jesus nos tornou participantes
no seu mistério de curar.”

Nos pobres e nos sofredores reconheci meu divino Salvador como
se o houvesse visto com meus próprios olhos
.”

Essas palavras de Madre Francisca sempre nos inspiram quando falamos do nosso carisma de cura. Durante a mais recente Assembléia da Área do Senegal em novembro de 2009, Irmã Tiziana Merletti enfatizou a realidade da nossa vocação enquanto filhas de Madre Francisca, cativando minha atenção e me servindo como motivação. Entre outras coisas, ela disse: “O Senhor Jesus nos tornou participantes no seu mistério de curar.” Esta frase me tocou profundamente, ficando gravada no meu coração e na minha memória. Nela redescobri a abundância do grande dom que o Senhor nos deu através de Madre Francisca: o de ser uma presença de cura onde estivermos para com as pessoas que encontrarmos e as que procurarem contato conosco. Assim cresceu em mim a convicção que não tenho o direito de viver ignorando e negligenciando o sofrimento que testemunho ao meu redor.

Carregar o Povo de Deus no Coração

Posso não ser capaz de erradicar esse sofrimento, mas posso carregá-lo no meu coração e confiá-lo em oração a Jesus, pedindo a sua ajuda pelos sofredores e doentes, em espírito de sincera solidariedade.  Na prática, não é muito o que posso fazer.  O único capaz de curar é nosso Senhor Jesus, que não é indiferente à miséria do seu povo.

Assim, nos nossos momentos de oração pessoal, enquanto membros das comunidades onde vivemos, oferecemos a Deus, em espírito de confiança na sua bondade,  a pobreza e consequentemente as doenças e a falta de recursos materiais, intelectuais, morais e espirituais tanto daqueles que se encontram perto de nós como dos que se encontram distantes.  Fazemos essa oferenda no espírito daquela que no seu tempo era chamada de “Mãe dos Pobres”, a Bem-Aventurada Francisca Schervier.

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Crianças da comunidade vizinha são recebidas pelas Irmãs

Contemplação e Compaixão

Não é muito o que posso fazer em termos práticos durante o primeiro ano do Noviciado. Dedico meu tempo sobretudo à oração e à contemplação em que incluo a vida diária de todos, irmãos e as irmãs, nas realidades que têm de enfrentar.  De qualquer forma, esse aspecto da fase atual da minha formação não exlui todo tipo de serviço.  De fato, todas as quartas-feiras pela tarde acolho em nossa casa as crianças do bairro que são auxiliadas pelas Irmãs a fazer suas tarefas escolares, porque muitas delas têm problemas de aprendizagem.  Procuro assim reafirmar a minha constatação de que cultivar a contemplação e servir ativamente vão sempre de mãos dadas.

Aquelas mesmas palavras de Madre Francisca que mencionei exprimem muito bem essa questão.  Impelida pelo seu amor a Deus, ela dedicou-se a vida inteira ao serviço de todos os tipos de pobres e sofredores.  Também eu procuro exprimir essa atitude no meu ministério e ser paciente e compreensiva na medida do possível, confiando ao Senhor a pobreza daqueles a quem sirvo, com compaixão.

Procuro também ter em mente, em oração, todas as outras pessoas que se encontram na miséria, como aqueles que estão passando por dificuldades, dando a eles atenção, recebendo-os com um sorriso caridoso, ou servindo um copo de água quando os encontro, ou quando vêm bater à nossa porta.  Foi assim que respondi com o meu “sim”, em oração, ao chamado a viver nossa espiritualidade sanadora.

- Domitilde Manga, Franciscan Sister of the Poor Noviça

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Oração e Espiritualidade no Ministério de Formação Inicial:
A Vida Religiosa é um chamado à transformação

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Irmã Mary Madonna Hoying

"Por isso, a minha tarefa mais importante é desenvolver a relação com Deus em oração e contemplação ..."

Muitas vezes, Irmãs de outras congregações e outras pessoas  me perguntam: “Quantas noviças vocês têm?”   Como disse o Padre Gary Riebe-Estrella, SVD “certamente essa é uma questão de dados factuais, mas não é uma questão substancial”.  Realmente, não nos concentramos em números, porque os mesmos não nos ajudam a compreender a Vida Religiosa.  Nossa percepção da Vida Religiosa depende de como interpretamos os dados estatísticos a ela relacionados.

Nossas vidas estão ancoradas em Deus
Achei essa percepção muito estimulante porque nos faz avaliar quem e o que é central na nossa existência.  A Vida Religiosa é um chamado à tranformação e um lembrete que nossas vidas estão ancoradas em Deus.  Isto é, não podemos participar da criação do nosso mundo se não participarmos na Vida do nosso Criador!  Então, em vez de nos deixarmos desanimar pelos fatos, podemos ver o todo como sendo uma nova visão da nossa Congregação voltadas para Deus e confiando mais nele e não tanto em nós mesmas.

Que brilhante visão de futuro temos no Senhor e entre nós, reciprocamente!
Nossas mais recentes estatísticas congregacionais demonstram que temos 136 Membros Professos. Quando consideramos a nossa situação internacionalmente, verificamos que temos 17 pessoas em desenvolvimento inicial dos membros, que estamos todas juntas nesta situação, enquanto Congregação, e que precisamos umas das outras, além das fronteiras nacionais. Que brilhante visão de futuro temos no Senhor e entre nós, reciprocamente! Ele está nos chamando a considerar a situação confiando nele e sentindo gratidão umas pelas outras.

Enquanto Formadora, sou chamada a colocar minha esperança no Senhor, porque Ele é digno de confiança. Por isso, a minha tarefa mais importante é desenvolver a relação com Deus em oração e contemplação para poder considerar tudo como um chamado geral a aprofundarmos nossas vidas no Criador. Então, e só então teremos a coragem de criar juntas um novo futuro.

- Irmã Mary Madonna Hoying, SFP
Coordenadora do Desenvolvimento Inicial na Área EUA

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Pisando em Chão Sagrado

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Visita a Narni
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Formação em Casetta Nova

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Encontro de Assis


“Tira as sandálias dos pés porque o lugar em que estás é uma terra santa” (Êxodo 3,5).

Irmã Licia Mazzia, SFP

Estas palavras de Deus para Moisés, provenientes da sarça ardente me acompanham sempre no meu ministério da formação inicial, um serviço sagrado e discreto, que me leva a contemplar a obra do Senhor em minhas Irmãs e que me ajuda a crescer no meu auto-conhecimento, dando-me novas percepções do nosso carisma de cura.

Contemplando a Face Maravilhosa de Deus
Desde 2001 participo da Equipe de Desenvolvimento dos Membros em Casetta Nova, e tenho servido enquanto Diretora das Irmãs Professas Temporárias desde 2003. Através desses anos, senti um crescente chamado a procurar conhecer-me mais profundamente para poder ajudar as jovens Irmãs a fazerem o mesmo. Realmente testemunhei a maravilhosa face de Deus que existe dentro de mim, assim como existe dentro de cada um de nós. Saboreei a energia vital do nosso carisma que tem ralizado milagres de cura interior e gerado abundante confiança no nosso modo de viver, cheio de habilidades criativas, talentos preciosos e de anseio por tudo o que é benfazejo, ainda que mesclado às enfermidades, feridas, fraquezas e pecados.

Dentro de mim mesma faço a experiência da vitalidade inerente ao nosso carisma mediante os dons da escuta, da paciência, da compaixão, da espera e do silêncio que sempre nos ajudam a abrir mais espaço, todo o espaço necessário ao crescimento da vocação das Irmãs e ao seu amadurecimento conforme seu próprio ciclo existencial, que é único para cada uma, irrepetível e sagrado, gerado pelo Espírito Santo. Devo também enfrentar as lutas, a incerteza e o medo que me conduzem ter a uma confiança cada vez maior na ação do Criador.

Caminhada ao Coração

Encontro-me em meio a feridas, bênçãos e discernimentos abertos à liberdade, à transformação e ao crescimento.  Sinto-me grata às Irmãs que me permitiram esta caminhada ao seu coração, partilhando momentos delicados e preciosos de suas experiências pessoais, na sua busca por um significado para a vida e da resposta de cada uma ao chamado de Deus.

É com gratidão e esperança que repito a oração final de Davi, pedindo para viver como a luz ao nascer do sol numa manhã sem nuvens, fazendo brilhar, depois da chuva, a grama da terra” (2 Samuel 23, 4).  Que a energia de cura do nosso carisma possa continuar a se expandir através da nossa Congregação e por toda a comunidade da vida!

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