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VOZES SFP

MAIO de 2009
Vol. V, No. 4 ©

 

GERAR ESPERANÇA NA COMUNIDADE DA VIDA:
O PODER DE UM SORRISO

Sorrir é um sinal de paz e esperança.


Minha Alma Engrandece o Senhor!
Pe. Jim Hasse, S.J.
[publicado com permissão do autor]

--Quem sabe se as mulheres que foram ao sepulcro de Jesus na manhã da Páscoa sorriram ao ouvir o anjo dizer que Ele havia ressuscitado?

--E quem sabe se no momento da Anunciação, Maria sorriu?  Sabemos que realmente riu de alegria quando se encontrou com sua prima Isabel.

Todos guardamos dentro de nós aquele primeiro sorriso, provavelmente dos lábios de nossa mãe, com que fomos acolhidos ao nascer.  Essa é a primeira imagem de uma pessoa que vimos na vida: um rosto sorridente.

Sorrir é um sinal de paz e esperança.  De certa forma, quando sorrimos expressamos um estado de espírito pessoal.  E não é somente na cultura ocidental que isso acontece.  Basta considerar o sorriso do Buda, que representa a obtenção da paz interior, ou nirvana.

Se a esperança é um dom, é esse dom que me motiva a assumir riscos na vida.”

Ultimamente tenho me perguntado: “Como poderia gerar compaixão e esperança na comunidade da vida?  Como poderia gerar esperança neste planeta em que o desespero, a angústia e a exploração coexistem lado a lado com o empobrecimento de tudo e de todos?”

Se a esperança é um dom, é esse dom que me motiva a assumir riscos na vida.  De fato, é essa esperança que me faz seguir adiante e que me ajuda a acreditar que um futuro melhor seja possível e que talvez eu possa encarná-lo, apreciando mais nossa capacidade humana de sorrir.   Sorrir poderá não resolver conflitos nem quaisquer problemas, mas poderia ser um meio de semear paz e esperança.

Francisco pedia a Deus pela graça da esperança.  Diante do crucifixo da capela de São Damião, ele procurava encontrar Jesus.  Sabia bem o que era tudo aquilo a que havia renunciado, mas ainda não tinha idéia do que é que Deus esperava que ele fizesse.  Sentia-se como se estivesse cego quando suplicou: “Oh, Senhor, iluminai as trevas do meu coração!” porque no meio dessa escuridão ele sentiu a necessidade de pedir: “Concedei-me fé verdadeira, firme esperança e perfeita caridade” ...   Enquanto orava naquela igrejinha em ruínas, Francisco se deparou com os olhos do Crucificado.  Teriam aqueles olhos falado ao seu coração?  Teria Francisco sorrido depois daquele encontro?  Afinal, foi o momento decisivo que mudou sua vida!

Se tocarmos, talvez, nessa potencialidade, no poder da vida e de um sorriso, quem sabe com o nosso sorriso seremos capazes de gerar esperança.

 

 

Gostaria de concluir esta reflexão com o relato de uma terapeuta que conheceu uma menina com focomelia – a malformação congênita em que a parte média dos membros do corpo são pouco desenvolvidas ou ausentes, dando a impressão que as mãos e os pés estão ligados diretamente ao tronco.  Narra a psicóloga: “Certo dia, conheci uma menina linda que, entrando no meu consultório, foi logo me estendendendo a mão.  Notei imediatamente que em vez de dedos, possuía nas mãos algo parecido com bolinhas de carne.  Vendo que eu não conseguia dissimular o meu incômodo, a menina deu um grande sorriso e procurou me consolar: ‘Mas as minhas unhas estão sempre crescendo’, disse ela.”  (Silvia Vegetti Finzi – Novos Avós para Novos Netos). Não haverá nisso mais do que um pequeno sinal de esperança?  A beleza da expectativa que a vida continua, apesar de tudo?

Se tocarmos, talvez, nessa potencialidade, no poder da vida e de um sorriso, quem sabe com o nosso sorriso seremos capazes de gerar esperança para a inteira comunidade da vida?

Irmã Anna Ingoglia, sfp
Conselheira Congregacional

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A Família e a Vida Paroquial

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Justin Senghor e outros Afiliados do Senegal

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Justin entre as Irmãs e os Afiliados

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Justin e Suzanne lavando os pratos com as Irmãs

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Nascer do sol em Parcelles

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O cruzeiro da igreja de Parcelles Assainies, Dakar

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A Igreja de Maria Imaculada de Parcelles Assainies

“Descobri uma nova família, a das Irmãs Franciscanas dos Pobres.  Que bela orientação elas têm me propiciado para seguir o Senhor!   Esta família religiosa tem ajudado, a mim e à minha mulher, a viver concretamente a vida cristã.”.”

Justin Senghor, Afiliado-SFP do Senegal

Em nome de Deus todo poderoso, criador da primeira família, de Jesus Cristo, fundador da Igreja, e do Espírito Santo que vive em nós e nos dá a vida, sejamos autênticas testemunhas Daquele que concede a vida à Terra, mãe de todas as criaturas!
 
A Igreja é uma família, é a minha família.  Não quero distrair-me desse assunto e arriscar me perder em conversa fiada.  Portanto, deixem-me ir direto ao ponto em questão e prestar testemunho da vida em minha família e na minha comunidade, a Paróquia Maria Imaculada de  Parcelles Assainies.

Construindo a Igreja
Vivo em Parcelles desde 1980 e tive a oportunidade de participar da edificação da vida da Paróquia de Parcelles nos seus três níveis: estrutural, organizacional e espiritual.'

  • A nível estrutural, participei da manufatura dos próprios tijolos que usamos na construção da igreja e dos salões sociais.
  • A nível organizacional, fui membro do grupo de animação encarregado de transmitir as instruções sobre a Eucaristia, trabalhando com os fundadores da paróquia, os Padres Oblados Enzo e Natalino.
  • A nível espiritual, me envolvi com a vida da Igreja catequizando crianças e adultos do bairro.

Quando comecei a visitar as famílias juntamente com Padre Enzo, os pais de algumas crianças me apelidaram de “Padre Enzo” e outras me tachavam de preguiçoso porque naquela época eu estava desempregado. Mas com a ajuda do Espírito Santo, meu status social foi melhorando e com isso uma nova força, como uma chama, reavivou o meu empenho.

Depois do meu casamento, descobri uma nova família, a das Irmãs Franciscanas dos Pobres.  Que bela orientação elas têm me propiciado para seguir o Senhor!   Esta família religiosa tem ajudado, a mim e à minha mulher, a viver concretamente a vida cristã.

Tornando-me um Afiliado e divulgando o Carisma de Cura
Tornei-me Afiliado SFP enquanto ainda descobria o carisma de Madre Francisca Schervier, fundadora da Congregação SFP.  Além das minhas atividades na paróquia, comecei a participar de algumas atividades juntamente com outros Afiliados SFP, visitando os doentes, as famílias carentes, participando do programa para casais em crise matrimonial e do programa para jovens que se preparavam para o casamento na Igreja.

Colaborando com as Irmãs, esperamos ajudá-las a divulgar seus ministérios aos sofredores deste mundo para neles curar as chagas de Cristo Crucificado.  Sim, queridas Irmãs e caros Afiliados, o mundo está passando por profundas crises.  Mas nos sentimos motivados a agir, apesar dos temores, porque tudo parece conspirar contra a vida consagrada.

Se a fé perder seu lugar na sociedade, tanto as famílias naturais como as famílias espirituais deixarão de existir.  Para termos uma vida melhor nesta Terra, cada homem e cada mulher, cada filho ou filha de Deus, cada irmão ou irmã em Cristo precisa demonstrar compaixão para com seus semelhantes sem nunca perder a esperança em Deus Criador.

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Gerar na Humanidade Sofredora a Capacidade de Olhar Além
“. . . encontrar no Senhor Ressuscitado a luz que dá um sentido a toda escuridão.”

Irmã Vincenzina Raimondo, sfp

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Procurando explorar mais profundamente a Diretriz do Capítulo Geral, “Gerar compaixão e esperança na comunidade da vida”, conscientizo-me cada vez mais de como o dom do carisma que recebemos permite a cada indivíduo ser capaz de gerar compaixão e ser um sinal concreto de esperança.

Por algum tempo a providência de Deus tem me ajudado a encontrar em minha caminhada indivíduos com casamento falido que ansiavam por serem ouvidos e em muitos casos, ambos os esposos que se haviam separado.  Muitos deles, apesar do sofrimento, continuavam fiéis aos seus votos.   Mas encontrei também pessoas que me contaram ter iniciado uma nova relação com outro indivíduo, procurando construir uma nova vida.

Contemplei muitos rostos e muitas histórias de solidão e sofrimento.  Como são profundas essas feridas!  Comecei a me perguntar por que essas pessoas sentiam a necessidade de partilhar suas histórias comigo e o que eu poderia fazer para responder às questões que elas carregavam por dentro.

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Irmã Vincenzina com um grupo de participantes do encontro nacional das famílias

A inspiração me veio quando Rita me revelou: “Eu não conseguia aceitar o fato que ali, na frente de um juiz, eu teria de encerrar um casamento que havia durado vinte e três anos!  Sentia que, antes de nos separarmos, devíamos pedir a ajuda.  Precisava de alguém que me falasse de compaixão, que me mostrasse o caminho do perdão.  Queria ouvir, queria me questionar e compreender por que a nossa relação de casal havia se imbuído de malentendidos e de longos silêncios.  Comecei a perambular de igreja em igreja, procurando encontrar momentos de intimidade com Deus e alguém que quisesse me ouvir e conversar comigo com carinho, sem me julgar.  Foi assim que encontrei as Irmãs Franciscanas dos Pobres.”

Ao procurar ajuda, Rita já havia começado a sua caminhada de esperança.  No nosso encontro durante essa caminhada, ela deu voz a outras pessoas que, assim como ela, sentiam não somente a mesma necessidade de serem ouvidas, como também de terem uma ajuda para sobreviver essa dolorosa situação com dignidade.  Convidei Rita a ir comigo conversar com o nosso bispo.  Assim, começamos com ele um discernimento sobre a possibilidade de iniciarmos na nossa Diocese um programa específico de suporte espiritual para pessoas que se separaram, inclusive para aquelas que agora vivem com outra pessoa com a qual não estão casadas.

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A pastoral para pessoas separadas foi iniciado e durante suas reuniões mensais temos aprofundado temas extraídos dos Evangelhos no intuito de ajudar a aliviar esse sofrimento e de oferecer às pessoas que se sentem isoladas ou alienadas,  o calor da solidariedade. 

“Comecei a perambular de igreja em igreja, procurando encontrar momentos de intimidade com Deus e alguém que quisesse me ouvir e conversar comigo com carinho, sem me julgar.  Foi assim que encontrei as Irmãs Franciscanas dos Pobres.” - Rita

Essas reuniões têm dado aos indivíduos que frequentam o grupo a oportunidade de se sentirem como uma família no contexto da família mais abrangente da Igreja, como  filhas e filhos do mesmo Pai, como irmãos e irmãs em Cristo.

A coragem de Rita tornou possível uma realidade que está se revelando como um sinal visível da misericórdia de Deus, concedendo também o grande ensejo ao carisma de Madre Francisca de fazer parte das famílias que sofrem para curar suas feridas.
 
Percebi que estava vivendo, quase que expontaneamente, a diretriz do nosso Capítulo, abraçando a separação com compaixão, gerando em indivíduos feridos a habilidade de olhar além do sofrimento e encontrar no Senhor Ressuscitado a luz que dá um sentido a toda escuridão.

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Vida Paroquial e Familiar - Profundamente Entrelaçados

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“Ser Afilliada–SFP tem me ajudado a aprofundar a compreensão da minha própria comunidade. Fortalece o meu antigo empenho para com a espiritualidade franciscana de compaixão e de esperança.”

Joan Mills, Afiliada
[Joan serve a Paróquia de Santo Aloísio em Shandon, Ohio como Associada Pastoral.]

photoGuardo ternas lembranças da pequena comunidade onde cresci.  As famílias, a igreja e a comunidade eram totalmente integradas, graças em grande parte à liderança e inspiração de  franciscanos e franciscanas.  Foram as irmãs que nos ensinaram que não somente somos ligados às nossas famílias como também aos outros membros da comunidade da nossa paróquia.  Naquela época, a vida paroquial e a vida familiar eram profundamente entrelaçadas.

Hoje, porém, a cultura dominante parece estar obscurecendo essa conexão.  Vivemos em uma sociedade cujas famílias são regidas por uma intensa programação: trabalho, estudos, práticas esportivas ou artísticas, muitos encontros e tantas outras atividades.  Com seus membros correndo para todos os lados, as famílias raramente dispõem de tempo para se reunir, até mesmo para a celebração da Liturgia Eucarística, aos domingos.  Assim, a formação na fé está sendo colocada em segundo plano.  Para mim, a formação na fé é uma iniciativa eclesial, quero dizer, conduzida pela igreja para a construção da comunidade eclesial dos fiéis seguidores de Jesus.

“A igreja da paróquia e a igreja do lar são vinculadas num ciclo perpétuo de formação e afirmação.

Embora a formação na fé seja uma responsabilidade eclesial, o centro do universo infantil é o lar.  É em casa que as crianças aprendem o significado do amor humano: cuidando dos outros, se preocupando por eles e convivendo na comunidade. O lar cristão é um lugar sagrado onde, todos os dias, nos é oferecida a oportunidade de testemunhar o amor de Cristo.  Mas como esse privilégio não está sendo reconhecido, passa a ser um desafio!

No entanto, tudo aquilo que fazemos emana da nossa celebração eucarística, mútua e pessoal.  As paróquias procuram formar o povo na fé em seu modo particular de celebrar os sacramentos através do ciclo litúrgico anual.  Para bem suceder nessa realização, precisam também cultivar o senso de comunidade por meio de vários eventos sociais e de uma hospitalidade calorosa e inclusiva.  As paróquias devem ajudar as famílias a compreender a formação na fé como um processo permanente, que dura a vida inteira, e não algo que aprendemos na escola católica quando éramos pequenos.  Enquanto as famílias não imergirem na vida litúrgica da igreja, acredito que continuaremos vivendo numa sociedade fragmentada.

Vivemos numa cultura que reverencia o individualismo de maneira quase servil, enquanto que, na paróquia, podemos celebrar nossa comunhão em comunidade!   A paróquia é uma comunidade na qual as pessoas se reúnem para partilhar a fé comum, celebrando juntas a liturgia e partilhando a Eucaristia.  O conceito de comunidade é integral à nossa fé.  As raízes da nossa comunidade são profundas porque é através dela que cada membro pode ter esperanças e se sentir fortalecido e estimulado.  Em algum momento da vida pessoal, cada um precisa desse suporte.

“Para as Irmãs Franciscanas dos Pobres a esperança é ser fiel aos desígnios de Deus, onde quer que Ele possa nos conduzir.  Significa clamar pela presença do Espírito de Deus no interior de nós mesmos, especialmente como o espírito da alegria."

A igreja da paróquia e a igreja do lar são vinculadas num ciclo perpétuo de formação e afirmação.  O que acontece na igreja da paróquia – a vida ritual do povo de Deus – somente faz sentido quando constatamos o quanto ela nos eleva, tornando significativo o nosso cotidiano. Em troca, as comunidades paroquiais só podem ser vibrantes quando procuram servir a igreja doméstica (a vida familiar), pois é ali que a presença de Deus é percebida pela primeira vez.  A vida na paróquia e a vida na família são, portanto, totalmente conectadas.

Ser Afilliada–SFP tem me ajudado a aprofundar a compreensão da minha própria comunidade. Fortalece o meu antigo empenho para com a espiritualidade franciscana de compaixão e de esperança.  Dá-me uma consciência mais profunda da interconexão entre nós e com uma comunidade muito mais ampla.  Para as Irmãs Franciscanas dos Pobres a esperança é ser fiel aos desígnios de Deus, onde quer que Ele possa nos conduzir.  Significa nos empenharmos com entusiasmo e de coração na construção do reino de Deus sobre a terra.  Significa nunca nos rendermos ao cinismo, nem desistirmos jamais ao enfrentar obstáculos que parecem intransponíveis.  Significa clamar pela presença do Espírito de Deus no interior de nós mesmos, especialmente como o espírito da alegria.  Para mim, a esperança é a âncora segura da minha alma, firmemente alicerçada na rocha da paróquia, da família e do modo franciscano de viver!


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A Vida na Paróquia de São Judas Tadeu em Jataí: Encontrar o Cristo Ressuscitado e com Ele construir a Igreja doméstica

Há um desejo crescente da plena comunhão e realização de vida familiar e comunitária . . .”

Irmã Helena Paula Carvalho, SFP

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Encontro de Casais com Cristo

As famílias da cidade de Jataí, que participam das atividades da Paróquia São Judas Tadeu, são assíduas, generosas, criativas e estão engajadas em várias pastorais.

A maioria dos casais fazem parte do ECC – “Encontro de Casais com Cristo”. Exercem várias atividades internas e externas, tendo como meta, levar os novos casais participantes, a encontrar o Cristo Ressuscitado e com Ele construírem a Igreja doméstica, a família de Deus, alicerçada na graça, no perdão, na comunhão e na Caridade Fraterna.

Como membro integrante desse movimento, procuro, à luz de nosso Carisma e Testemunho de Vida, despertar na vida desses casais e das famílias a necessidade e a urgência de “Gerar Compaixão e Esperança na Comunidade da Vida”. Essa experiência de levar até as famílias esse chamado que todas nós, SFPs recebemos, é manifestado na prática das Obras de Misericórdia que Mateus descreve no seu Evangelho, capítulo 25, 31-46, isto é, uma experiência de vida com a pessoa concreta de Jesus.

Esse trabalho com as famílias, ligado às atividades paroquiais, à luz de nossa Diretriz Capitular, nos lança a um grande desafio: construir a unidade de comunhão entre os seres criados. Comunhão conosco mesmo, com os irmãos e irmãs.

A busca constante de uma harmonia global, implica cuidado, zelo, disciplina, despojamento, dedicação, serviço, compromisso, perseverança, disponibilidade, amor, fé. Um cuidado constante em todas as dimensões da vida. Deus nos deu todas as condições para realizar essa tarefa, essa missão.

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“Percebe-se uma sede constante do infinito, uma busca contínua de Deus. ”

Na convivência com as famílias, nas suas lutas, sofrimentos, perdas e alegrias, percebe-se uma sede constante do infinito. Uma busca contínua de Deus. Um desejo crescente da plena comunhão e realização de vida familiar e comunitária. Um chamado à conversão. Mudança na mentalidade e no coração. Partilha de bens e serviço.

São testemunhos que edificam e que mostram o caminho da verdadeira conversão, santificação, despojamento de bens terrenos. Exemplos que arrastam a outros a mudarem de vida, no exercício de “Gerar Compaixão e Esperança”, unidade e paz numa comunidade paroquial, onde todos se reúnem para comungar o mesmo Pão e o mesmo Cálice, onde todos são irmãos, membros de uma mesma família.

Que Deus continue presente em nossas vidas, com sua graça, dando-nos saúde física, mental e espiritual para que sejamos luz, sal e fermento na comunidade da vida, contemplando com reverência e respeito toda criação, gerando em nossos corações compaixão e esperança, ao lado dos necessitados, marginalizados, discriminados, a exemplo de Madre Francisca que sentiu arder em seu coração a chama de um santo amor pelo próximo abraçando o projeto de Deus no serviço aos pobres.

 


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