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VOZES SFP

Outubro de 2009
Vol. V, No. 8 ©

 

O Diálogo Inter-religioso: Cultivar Esperança e União na Comunidade da Vida

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"As tentativas de diálogo para unir as pessoas e liberar o potencial positivo de cada uma, demonstra o valor da religião tanto para o bem estar do ser humano, como para a justiça social e a paz no mundo."

Neste início do terceiro milênio da Era Cristã, se pudéssemos sondar com os olhos a realidade da Terra como um todo, o que poderíamos encontrar?  Mais de cinco bilhões de seres humanos: mulheres e homens; alguns ricos e muitos pobres; alguns de pele clara, outros de pele escura; alguns vivendo em paz, outros em plena guerra; alguns cristãos (1 bilhão e 950 milhões), outros muçulmanos (1 bilhão), alguns hinduístas (777 milhões), outros budistas (341 million), alguns aderentes a novos movimentos religiosos (128 milhões), outros pertencentes a religiões indígenas tradicionais (99 milhões), alguns judeus (14 milhões), e outros sem qualquer filiação (1 bilhão e 1 milhão).  O que significa tudo isso, que oportunidades oferece este pluralismo religioso, étnico e cultural à vida das pessoas, hoje em dia?

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Testemunha do Diálogo Inter-religioso: Irmã Laura Cantello se dedica à promoção da mulher e ao atendimento médico aos pobres

No contexto das divisões, da exploração e dos conflitos que as religiões causaram através da história (inclusive o cristianismo), as tentativas de diálogo para unir as pessoas e liberar o potencial positivo de cada uma, demonstra o valor da religião tanto para o bem estar do ser humano, como para a justiça social e a paz no mundo.

O Segundo Concílio Vaticano exortou todos os católicos a realizarem um  diálogo que permita “reconhecer, preservar e promover o desenvolvimento do bem espiritual e moral, juntamente com os valores sócio-culturais” existentes entre os seguidores de outras religiões, para “promover conjuntamente, para todos os seres humanos, a justiça social, os valores morais, a paz e a liberdade" .

A primeira experiência de diálogo inter-religioso ocorreu em Chicago, nos Estados Unidos, em 1893: o  Parlamento das Religiões Mundiais.  Esse esforço foi iniciado por 80 líderes, mas os muçulmanos, os budistas e os cristãos anglicanos declinaram o convite.  No entanto, em 1993, cem anos depois daquele evento, mais de 8.000 pessoas de todo o mundo, representando uma grande variedade de religiões, se reuniram em Chicago, no Parlamento das Religiões Mundiais que foi o marco da mudança no movimento inter- religioso internacional. Sua declaração conclusiva ficou famosa: “. . . todos somos responsáveis por uma ordem mundial melhor . . .  a luta pelos direitos humanos, liberdade, justiça, paz e preservação da Terra é justa e necessária”.  Outros encontros do Parlamento das Religiões Mundiais tiveram lugar na Cidade do Cabo, África do Sul, em 1999, em Barcelona, na Espanha, em 2004 e a próxima conferência mundial será realizada em dezembro de 2009 em Melbourne, Austrália.

O diálogo inter-religioso não é uma questão de política, mas sim de busca da verdade como um elemento essencial para que a experiência humana se torne mais plena.  No mundo multicultural de hoje não se pode mais evitá-lo, porque esse diálogo se torna cada vez mais imperativo.  Precisamos respeitar nossas mútuas diferenças, ter coragem e perseverar num intercâmbio nutrido pela esperança que existe em cada pessoa que acredita em Deus.


S. Francisco e o Sultão Al-Kamil (Século XV)

E no Senegal, como vivemos o diálogo inter-religioso?
Segundo as mais recentes estatísticas, 94% da população senegalesa é muçulmana; 5% é cristã, principalmente católica e o restante 1% da população ainda segue os cultos animistas tradicionais.  Sem contar aqueles que  professam esses cultos abertamente, há muitos  que apesar de se considerarem muçulmanos ou católicos, na realidade praticam suas religiões tradicionais de alguma maneira.

Ao contrário do cristianismo, o islamismo é tido como uma religião local no Senegal, sobretudo porque as pessoas se congregam em torno a um líder espiritual ou a homens sábios com funções religiosas.  O cristianismo encontrou grande resistência por ser tido como a religião dos colonizadores e da elite dominante, um veículo para os valores do “mundo ocidental moderno” e para língua e a cultura francesa.  No entanto, a partir da independência (18 de junho de 1960), a Igreja do Senegal está se tornando cada vez mais africana. 

Como diz o reverendo Théodore Adrien Sarr, Cardeal de Dakar: Quando as pessoas vivem num mundo secular e o Ocidente vai perdendo cada vez mais seu senso de religião, as comunidades religiosas podem dizer: ‘talvez nossa missão seja promover os valores morais e espirituais para fazer outras pessoas se lembrarem que Deus existe e que os seres humanos estão procurando por Ele.’  Fico feliz com o bom relacionamento entre cristãos e muçulmanos aqui no Senegal e, pessoalmente, devo dizer que tenho boas relações com os líderes muçulmanos.”

No nosso cotidiano é esse diálogo de vida que estabelece um profundo relacionamento com os seguidores do islamismo, ou com os praticantes das religiões tradicionais, na dedicação com que educamos seus filhos, promovemos a mulher e cuidamos dos doentes.

Irmã Laura Cantello, sfp
Conselheira Congregacional

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Diálogo Ecumênico no “Cantinho de Santa Clara”: Respondendo aos Desafios do Nosso Tempo

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“Reconhecemos que o caminho da cura só é possível quando
as pessoas se entendem e se apreciam profundamente."

Rose Aleman, Diretora dos Serviços aos Jovens Adultos da Área dos Estados Unidos

A existência de comunidades multi-culturais e multi-religiosas não só é um fato existencial como também uma característica dos nossos tempos ao redor do mundo.  Pessoas de etnias, culturas e crenças diversas convivem lado a lado e estão se unindo na luta para enfrentar muitos dos desafios da vida.  Confrontadas com essa realidade em expansão, muitas comunidades cristãs estão refletindo sobre sua própria identidade com relação aos outros grupos e com a inteira criação.

Ao decidir formar comunidade no nosso Celeiro centenário, em Cincinnati – o  “Cantinho de Santa Clara” (Clare’s Corner) – quisemos criar um espaço onde pessoas vindas de várias tradições de fé se sintam benvindas e bem à vontade entre si, nutrindo ao mesmo tempo a própria espiritualidade, aprendendo e partilhando.  Como precisávamos colher a opinião de pessoas pertencentes aos diferentes grupos religiosos para podermos realizar esse objetivo, resolvemos formar um grupo de espiritualidade intereclesial.

O primeiro objetivo dos integrantes desse grupo é aprender uns com os outros para podermos superar chavões e estereótipos.  Demonstrando respeito e apoio pela identidade religiosa de cada grupo, investigamos, entre outras, as seguintes questões:

  • Como podemos trabalhar juntos para construir uma sociedade baseada no respeito mútuo e na colaboração?
  • Ao formar comunidade, quais são os passos que precisamos tomar para nos livrarmos das orientações de valor social que excluem os que são diferentes?

Reconhecemos que a religião é um ideal teológico e uma entidade sociológica e que é muito vulnerável às realidades e às forças atuantes ao seu redor.  Excluir certas pessoas; usar linguagem e práticas discriminatórias; afirmar os interesses do grupo dominante às custas dos demais; defender práticas e tradições injustas ou demonstrar indiferença para com elas; abusar de poder e vitimizar dissidentes são realidades que tornam necessária a intervenção dos membros das igrejas, sinagogas e mesquitas, assim como fez o Apóstolo Paulo na sua época (ver I Coríntios 11 e 12).

“Queremos promover oficinas de jogos e brincadeiras para adultos todos os meses.  Em cada mês nos concentraremos em praticar um método recreacional diferente e em explorar os sentimentos de união e de alegria inspirados por essa interação . . .” 

“Queremos também propiciar dias de retiro intereclesial . . .”

Como resultado do nosso diálogo, resolvemos criar programas contínuos que permitam às pessoas se conectarem a um espírito comunitário mais amplo e ajudarem a nutri-lo.  Entre os pontos que temos em comum, descobrimos que todas as crianças brincam e que brincar não é uma questão de religião, nem de cultura.  Descobrimos também que é praticamente universal o fato que as pessoas param de brincar em algum momento quando chegam à idade adulta e que, com isso, aquela alegria que era tão fácil na infância, diminui.  Para moderar o redescobrimento dessa alegria fácil de ser obtida, queremos promover oficinas de jogos e brincadeiras para adultos todos os meses.  Em cada mês nos concentraremos em praticar um método recreacional diferente e em explorar os sentimentos de união e de alegria inspirados por essa interação . . . 

Queremos também propiciar dias de retiro intereclesial.  Serão dias de palestras, mesas redondas ou oficinas oferecidas por especialistas das comunidades cristãs, judáicas, budistas e muçulmanas.  Reflexão e partilha terão lugar no decorrer dessas atividades.

Reconhecemos que o caminho da cura só é possível quando as pessoas se entendem e se apreciam profundamente. Esses dias de retiro deverão estimular o reconhecimento da presença do divino e do sagrado em todas as pessoas, como irmãs e irmãos.  A caminhada para esse tipo de compreensão também deverá ser enriquecida de narrativas históricas e lembranças sociais de um determinado grupo tomando em consideração o ponto-de-vista dos demais.

À medida que nossa nova comunidade for sendo formada ao redor dos talentos de seus membros, temos a esperança de que nossa união e a inclusão sejam garantidas.  Definitivamente, estamos para iniciar uma grande aventura!

[photo in this article used with permission]

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O DIÁLOGO ECUMÊNICO E INTER-RELIGIOSO: Todos os caminhos levam ao mesmo pico

Afiliada Arminda Maria Miranda Almeida e seu filho Roberto Almeida


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Afiliada Arminda Maria Miranda Almeida, com seu filho, Roberto

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Liturgia Ecumênica pela Paz do Festival Internacional
do Folclore de Nova Prata, RS

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Cerimônia Ecumênica dos formandos da Universidade
do Mato Grosso em Tangará da Serra, MT

Hoje, intensificam-se as interpelações do pluralismo eclesial e religioso para consciência da fé cristã e da Igreja, exigindo de cada cristão um espírito de diálogo com outras tradições religiosas. Os caminhos percorridos por esse diálogo manifestam esse espírito.

Também o diálogo inter-religioso está fundamentado biblicamente na missão que Cristo confiou à Igreja. Ainda que as religiões não gozem de autonomia salvífica, “elas desempenham um papel providencial na economia da graça, colaboram na busca da verdade, apelam à reta intenção, cultivam as virtudes, testemunham o destino eterno do ser humano e favorecem o conhecimento de Deus”, afirmou a Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso, nomeada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil no documento preparado para a Conferência de Aparecida.

Não é fácil expressar um pensamento religioso sem impor um sentimento pessoal.  Tendemos a buscar a paz interior, ainda que para alguns a busquem nos bens materiais, ou na satisfação profissional.  Falar de Cristo num contexto social tão vasto pode fazer com que sejamos julgados por aqueles que nunca experimentaram uma verdadeira paz interior.  É neste contexto que iniciamos um estudo simples e meditativo de quão grande é o poder de Deus em nossas vidas.

A Igreja milenar que conhecemos, nasceu da vontade do Filho do Homem, ungido inteiramente pelo Espírito Santo.  Nela ocorreram muitas revoluções, desistências, excessos, mas principalmente, renascimentos.  Deixando de lado os contratempos passados, a nossa Igreja Católica soube, nos dias atuais, reerguer de forma surpreendente os verdadeiros valores que são importantes para a mudança das pessoas e sua evangelização.

Atualmente, a expressão maior da busca intensa de Deus entre os leigos no Brasil está na chamada Renovação Carismática Católica.  Nascem inúmeros grupos de oração, encontros grandiosos e canais de televisão dedicacos a transmitir a palavra e estimular a mudança interior.

Enquanto um grande movimento pelo dialogo ecumênico e inter-religioso está acontecendo, é preciso remover certas “máscaras”, pois alguns grupos continuam pregando sua superioridade com respeito aos demais. Atualmente, a Igreja Católica procura adquirir maior abetura entre as várias religiões, demonstrando que “diferentes caminhos levam ao topo da mesma montanha”.  Os louvores, as adorações, os milagres são provenientes do mesmo Deus que quer que seus filhos sejam irmãos e irmãs, cada um na sua fé.

A diretriz capitular das Irmãs Franciscanas dos Pobres, “Gerar Compaixão e Esperança na Comunidade da Vida” responde a este apelo da Igreja por um diálogo ecumênico e inter-religioso.  Queríamos que este artigo fosse o mais imparcial possível, mas seria uma heresia não contar um pouco da caminhada de fé do meu filho, Roberto, principalmente no tocante ao diálogo ecumênico e inter-religioso.


Depoimento de Roberto . . .

Sou católico fervoroso e verifico o quanto o poder de Deus transformou minha vida, meus atos, meus convívios e o amor ao próximo. Há alguns anos conheci uma garota linda que resolveu transformar minha vida de outra forma.  Eu sempre pedi a Deus que enviasse alguém especial para cuidar do meu coração solitário, mas Deus resolveu responder com abundância.

Essa garota vem de uma família tradicional, fervorosamente evangélica. No começo, tive muita relutância, pois não queria abdicar de minha religião por um romance ainda indefinido.  Comecei a participar dos cultos de sua igreja, mas minha fé católica nunca diminuiu, nem os valores obtidos em minha religião “mãe” se modificaram.

É com grande orgulho que digo que a adoração e os louvores independem do local, das pessoas, de pastores ou padres para que nossas preces sejam atendidas. Deus está em todos os lugares e suas bênçãos estão presentes naqueles que o procuram intensamente.

Atualmente, participo de um grupo de oração, vou à missa aos domingos e acompanho minha namorada à sua igreja. Em todos estes lugares a busca pela paz interior foi atingida. O Deus que buscamos é acessível a todos.  “O pico da montanha” é a mesma destinação de todos os caminhos seguidos.

Participar da Renovação Carismática Católica é uma intensa experiência ecumênica que traz um novo sentido à minha vida, um novo jeito de tratar e olhar os irmãos e as irmãs, na busca incessante da paz interior de Cristo que lutou e morreu por nós.

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Ampliar os Limites da Família Humana: Uma Semana em Taizé

“Como podemos transmitir a paz de Cristo a toda gente, se continuarmos separados?”  

Irmãs Professas de Votos Temporários da Área da Itália

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Capela de Taizé

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Grupo de Irmãs e hóspedes debaixo do arco
dos sinos de Taizé

Criar oportunidades para ampliar os limites da família humana . . .Esse ardente anseio é visível e tangível quando se participa da família Taizé (pronuncia-se tezê), mesmo por um breve período.   Nós, as Professas Temporárias da Área da Itália, fomos até lá para fazer essa experiência de intenso convívio cristão durante uma semana, de 23-30 de agosto de 2009, a0companhadas pelas Irmãs Licia Mazzia e Marina Triglia.

A comunidade ecumênica de Taizé foi fundada em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial,  na cidadezinha de Taizé, no sul na França, por um suíço filho de um pastor protestante, Irmão Roger (Roger Louis Schütz-Marsauche, 1915-2005), inspirado pela convicção de que “nós, cristãos, só seremos uma força de paz para a humanidade se antes nos reconciliarmos entre nós”.

Muitos anos mais tarde, ele escreveu:
“Marcado pelo testemunho de vida de minha avó, encontrei, ao segui-la, a minha própria identidade enquanto cristão, reconciliando em mim mesmo a fé das minhas origens com o mistério da fé católica, sem romper minha comunhão com ninguém.”

Hoje, a comunidade Taizé inclui cerca de cem monges, tanto católicos como de outras confissões cristãs, vindos de 30 países, uma verdadeira  “parábola de comunhão” e um sinal tangível da reconciliação entre cristãos de culturas diferentes.

“Nossa experiência de Taizé nos faz querer proclamar ao mundo com maior convicção que  é possível partilhar dons entre seguidores de várias tradições cristãs.”

Para nós, foi maravilhoso porque nos abriu os olhos e o coração, ao sentimos que somos uma pequena peça do mosaico desta multicor comunidade da vida que nos é tão cara por causa da diretriz do nosso Capítulo Geral: “Gerar compaixão e esperança na comunidade da vida”.

O convívio com milhares de jovens de todos os continentes e de várias convicções religiosas – católicos romanos e ortodoxos, e  fiéis de outras confissões cristãs, todos unidos na presença de Deus,  ouvindo a sua Palavra em silêncio, louvor e oração, em partilhas de reflexão e questionamento –  nos proporcionou uma oportunidade única pela qual precisamos expressar nossa gratidão. 

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Irmãs Jenny Favarin, Licia Mazzia e Maria Grazia Attanasi no grupo de partilha em língua francesa

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Irmã Mara Bellutta colabora na limpeza

Irmão Alois (Alois Löse, 1954), o atual prior da comunidade, escreveu:
“Em Cristo, pertencemos uns aos outros.  Quando os cristãos vivem separados, a mensagem do Evangelho não pode ser ouvida.  Como responder aos novos desafios das nossas sociedades, sobretudo os da secularização e do entendimento entre as culturas, sem reunir os dons que o Espírito Santo concede a todas as famílias cristãs?  Como podemos transmitir a paz de Cristo a toda gente, se continuarmos separados?”

Nossa experiência de Taizé nos faz querer proclamar ao mundo com maior convicção que  é possível partilhar dons entre seguidores de várias tradições cristãs, pois cada uma delas lança uma luz sobre um aspecto diferente dos mistérios da fé, mostrando como é grande a riqueza das igrejas nos vários cantos do mundo.

Esse intercâmbio já é uma realidade por aqui, que vivenciamos na oração comum e no encontro do próximo pessoa a pessoa, com a intenção de crescermos juntos no respeito mútuo das nossas singularidades.

Essa semana só fez aumentar nosso anseio por nos empenharmos cada vez mais na construção do bem comum e na afirmação da esperança que aquilo que nos une é mais importante do que aquilo que nos divide.  Tomara que possamos demonstrar esse empenho com o testemunho das nossas vidas!

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Copyright 2009 Franciscan Sisters of the Poor